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Repórter: Sidney Silva
Publicação: 11/09/2020 15h28
Atualização: 12/09/2020 19h54

Duas gerações de torcedores brusquenses sentirão na pele nesta sexta-feira o sentimento de acompanharem uma final de Campeonato Catarinense. Se para os mais novos será a primeira oportunidade de ver a equipe numa decisão de estadual, EsporteSC encontrou alguns torcedores que terão esse gostinho pela segunda vez.

São história de pessoas que tiveram o gostinho de ver o Bruscão levantar o caneco naquele 13 de dezembro de 1992, diante do Avaí, e agora, em outro dia 13, desta vez de setembro, confiam em ver o time mais uma vez campeão. Um dos que estavam lá naquela data de domingo, há quase três décadas, era Marciano Giraldi. Naquela época torcedor, hoje ele terá o privilégio de acompanhar novamente a decisão no estádio por ser um os diretores do Brusque FC. “Sinceramente, não me recordo de muitas coisas de 1992, mas lembro que foi um momento histórico. Recordo da invasão ao estádio no fim da partida, e o pessoal celebrando aquela vitória. Foi algo indescritível”, comenta o torcedor e diretor de patrimônio do Bruscão.

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O mesmo sentimento e privilégio terá Abrão Colzani, hoje diretor de marketing do clube. Ele lembra que quando viu o Bruscão campeão tinha 32 anos e imaginou que talvez não tivesse mais a oportunidade de ver algo parecido. “Lembro do estádio lotado, muita bandeira, muita fumaça. Também teve o episódio que o alambrado tombou. Crianças chorando, pessoas invadindo o campo, uma coisa de louco” diz, ao lembrar do cenário que será bem diferente nesse domingo, já que o Gigantinho não poderá receber torcida em virtude da pandemia do coronavírus.

Mesmo assim, seja no estádio, em casa, ou pelas ruas de Brusque, apoio não vai faltar, garantem os torcedores. Ricardo Fantini e José Carlos Torresani não terão o mesmo privilégio de estar no estádio como Abrão e Marciano, mas também estiveram naquele 13 de dezembro no Gigantinho. “Aquele 13 de dezembro foi bem emocionante porque em cinco anos de história do Brusque, acho que nem eu e nem a cidade contavamos em chegar numa final, ainda mais chegar ao título de uma forma tão emocionante, pela pouca história do clube”, comenta Torresani, popularmente conhecido como “Mané”. “Foi uma sensação única, porque eu, apesar da pouca idade, tinha só 17 anos. Não esperava ver um título tão cedo”, relembra.

Assim como “Mané”, Ricardo Fantini era jovem, tinha só 19 anos. Hoje com 45 espera ver o Brusque novamente campeão. “A expectativa é grande. Aquela época a gente ainda vinha aprendendo a torcer pelo Brusque e hoje a cidade toda é apaixonada. Lá atrás havia divisão, Paysandu e Carlos Renaux, e hoje é um clube só, o Brusque FC, que 28 anos depois novamente vai brigar por esse título” comenta.

Brusque e Chapecoense jogam às 16h deste domingo (13) no Augusto Bauer. Como perdeu o jogo de ida por 2 a 0, o Brusque precisa devolver o resultado ou vencer por pelo menos dois gols de diferença para levar o duelo para os pênaltis. Vitória por mais de dois gols garante o título direto à equipe. Já a Chape joga pelo empate e também por derrota por até um gol para ficar com a taça.




Sidney Silva

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