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Publicação: 10/01/2016 17h00
Atualização: 15/01/2016 10h07

A grande notícia para o ano de 2016 no Barateiro é a manutenção da melhor jogadora de futsal do mundo, Amandinha. Campeão de cinco torneios em 2015, entre eles a Taça Brasil e a Libertadores da América, o objetivo do time nesta temporada é repetir o feito. Outras atletas como Jessika e Lora também serão mantidas no elenco. Mas algumas jogadoras de destaque e com forte ligação com a equipe, como é o caso da pivô Nega, já deixaram o clube que agora corre atrás de novas contratações. 

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A diretora da equipe, Daniela Civinski, a Dani, afirma que apesar de já existirem negociações para trazer novas jogadoras, ainda não há nenhum reforço confirmado. “Já temos nomes em vista, mas enquanto não estiver 100% acertado não posso revelar quem são”.

Além da Taça Brasil e Libertadores, o Barateiro foi campeão dos Jogos Abertos de Santa Catarina, da Liga Universitária e do Campeonato Catarinense de futsal. Com exceção da competição internacional, todas as finais foram vencidas sobre o time de Chapecó, atualmente segunda melhor equipe do país.

O time que cravou duelos equilibrados com Chapecó teve grande facilidade na Libertadores, sendo o único clube brasileiro da competição. A superioridade do time de Brusque foi tão grande que a final foi vencida por sonoros 11 a 0, contra o Santiago Morning, do Chile. Dani considera que a diferença de nível é fruto da falta de investimento em outros países do continente e, também, méritos do grupo. “Na América do Sul, fora do Brasil, não há, quase, investimento no futsal feminino. Não é que as equipes internacionais eram fracas. É que nos preparamos muito bem para disputar o campeonato”.

Futsal feminino passa por dificuldades
A Liga Nacional de 2015 sequer aconteceu. Ano após ano há grande incerteza de como será a temporada para a modalidade. Clubes e funcionários nem sabem como se prepararem para as competições, pois nunca há um calendário definido. Dani conta que a edição de 2016 da Liga Nacional pode não acontecer, a exemplo do ano anterior. “Mudou o comando do futsal feminino para esta temporada. Dizem que vão organizar a Liga Nacional e, novamente, a Taça Brasil. Não sabemos ainda quando e se vai acontecer mesmo”.

Se no Brasil o futebol feminino já carece, e muito, de investimentos, no futsal a situação é ainda mais precária. Enquanto sobram recursos e empresas interessadas em expor suas marcas nos grandes clubes do futebol masculino (que ainda assim costumam ter dificuldades pelas péssimas administrações), no futsal feminino a situação é oposta.

Mesmo sendo campeão de absolutamente tudo e melhor time do continente, o futuro do Barateiro é sempre incerto. “A questão financeira é uma preocupação diária. Não posso garantir que teremos o dinheiro necessário para esta temporada. Ainda estamos correndo atrás de patrocinadores. É muito difícil conseguir. Para piorar, com tamanho sucesso da equipe, são várias as propostas que surgem por nossas jogadoras”.