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Repórter: Redação
Publicação: 28/09/2016 19h20

Em 2016 o orçamento da Fundação Municipal de Esportes para pagamento de Bolsa-Atleta foi de cerca de R$ 1 milhão. Desse montante, mais da metade vai para investimento em quatro modalidades que nos últimos anos têm trazido bons resultados para Brusque nos Jogos Abertos, como por exemplo o futsal feminino, basquete, ciclismo e atletismo. Outras modalidades, no entanto, acabam ficando descobertas com a falta de recursos, entre 30 e 40% do que sobra. 

Na quinta pergunta da série de entrevistas com os candidatos, o jornalista e repórter de EsporteSC.com, Guilherme Furtado, perguntou como eles avaliam e o que pensam sobre esse cenário. Veja abaixo como se posicionou cada candidato.



JONES BÓSIO (DEMOCRATAS) 
Sem medo de falar no esporte de base, muito tranquilo. É importante o esporte de alto rendimento? Vou repetir aqui, o que é mais importante? Podemos ser cautelosos para responder, mas não podemos responder sempre o que as pessoas querem ouvir. Nós precisamos responder o que é bom para a nossa cidade e nós temos que resgatar os valores, os princípios das pessoas e ocupar as crianças que são o futuro da cidade.

Estou falando para você mais como Jones Bosio pai, que tem um filho e uma filha, do que como candidato. Repetindo, se pegar todas as escolinhas que tem de futebol, nós passamos de mil crianças, ou mil pessoas que fazem basketball. Elas não têm nem como se deslocar para participar de uma competição. Ou handebol, enfim, vamos falar aqui de várias modalidades. Se nós juntarmos tudo isso em Brusque nós vamos passar de 6 mil crianças que praticam esporte e não têm o menor incentivo, a não ser os pais, as mães, os tios e o patrocínio extra que banca.

Se você pegar essas crianças e levar para o campo do Brusque ou pra Arena para fazer um jogo de basquete ou de vôlei ou de handebol ou até pra outro local para fazer bicicross, você não está levando só a criança, está levando o pai, a mãe, os irmãos, o tio, a tia, o avô, a avó. Eles vão lá ver o filho, o neto, o sobrinho. Se ele participar, você começa a envolver toda a família. No domingo, em vez de estar um pra cada lado, ou deitado, ou nesse mundo virtual da rede social, está envolvendo essas famílias no esporte. É importante o profissional? É, mas o que nós precisamos neste momento, em que nós vivemos uma crise de moral e de resgate de valores, é dar um incentivo para o esporte de base.

CHICO CORDEIRO (Psol)
Acreditamos que têm que ser investido em todas as categorias de esporte, não só no rendimento, inclusive aqueles esportes que não são praticados por mulheres, que não tem incentivo. Inclusive no nosso plano de governo tem um ponto que a gente coloca o seguinte: priorizar a participação das meninas. O poder público esquece disso e quando a gente vai em competições a participação das mulheres é muito baixa. A gente pega em nível nacional a seleção brasileira de futebol é uma aberração, não tem incentivo, patrocínio, não tem nada. E não é diferente também aqui. Não existe um incentivo da participação da mulher no esporte. Em resumo, é investir em todas, sem exceção, seja de rendimento ou não.

ODIRLEI DELL’AGONOLO “BAH” (SOLIDARIEDADE) 
Como eu já falei nas questões anteriores, essa política vai vir da base. Vai ser definido com todo o corpo das pessoas que praticam esporte que querem ver o esporte evoluir na cidade. Nós vamos democratizar os recursos, vamos aumentar os recursos na área de esporte, vamos ter mais áreas de esporte por que, como eu falei, vou falar do projeto das praças depois, então eu vejo que isso vai ser definido, pela própria galera do esporte.

Eu não vou tomar nenhuma decisão de baixo para cima, vou tomar as decisões que vierem da base, de quem está praticando esporte. Agora, se o recurso vai mais pro profissionalizante ou para o amador, eu penso que nós temos que definir uma estrutura do esporte na cidade e valorizar esse esporte do dia a dia, valorizar esse esporte no bairro, criar essa cultura, vir com essa cultura criando novos atletas, e aí fazer esse investimento.

Buscar parceiras público-privadas, na área de patrocínios de eventos, e da prática de esportes e de atletas também. Então, eu acho que o poder público também tem que ter essa vocação de ter parceria com a iniciativa privada nas empresas e buscar recursos para incentivar de fato o maior número de atletas possíveis, o maior número de atletas de bairro possível, eventos, enfim.

Como um todo eu penso que temos que otimizar esses recursos para que a gente tenha mais gente praticando esporte  e mais modalidades, por que nós estamos evoluindo e tem muita gente que queria estar praticando novas modalidades e, às vezes, sem incentivo. Como é o caso do futebol americano que foi aqui em Brusque um dos primeiros clubes do Brasil, e acabou morrendo por não ter nenhum apoio, público, enfim, incentivo da própria comunidade.

Dr. JONAS (PSB) 
Eu vejo assim que os dois são importantes. O esporte qualitativo para disputar os Jogos Abertos, para representar Brusque, e o esporte de base é fundamental. São duas coisas bem distintas, dois pilares distintos, né. Como prefeito a gente vai agir mais nas duas áreas, são fundamentais, são dois pilares. Daí vai formar o profissional, começa na base, e depois o próprio aluno, se tiver interesse, vai seguir o esporte profissional, profissionalizar, para depois representar Brusque. Eu vejo que é fundamental nesse sentido. Tem que ter o início e tem que dar sequência a esse jovem lá na frente. Conforme a modalidade que ele vai se adaptar: se é vôlei, se é basquete, se é futebol, se é futsal, futebol de salão, seja lá o que for.

Isso vai ser de alto rendimento para o município, vai enriquecer a cidade, o próprio jogador é valorizado, isso é importante. Acho que é fundamental isso, não tem como, esporte está sempre aliado. Não tem como, na antiga Grécia era usado, o império Grego fez sobre isso a base fundamental para as suas Olimpíadas. Então, eu vejo isso, o esporte fundamental, e a Grécia foi um país filósofo, os grandes filósofos da antiguidade vieram da Grécia, entende? Então, isso é fundamental e claro que lá, também, as Olimpíadas nasceram lá e isso é importante para saber, para a gente já ter um critério assim, um pilar assim. Ter uma base inspirada em uma coisa altamente positiva.

GUSTAVO HALFPAP (PT) 
O foco vai ser esporte de base, de iniciação e esporte comunitário, que eu não havia tratado nas outras questões. Penso que os esportes de rendimento também terão orçamento, incentivo, mas a prioridade será o esporte de base, iniciação, o esporte escolar e comunitário. Pretendemos privilegiar as pessoas da cidade, mas os esportes de rendimento, faço a ressalva, eles têm a função de representar a cidade eventualmente em Jogos Abertos e outras competições e também de atrair os jovens para o esporte. Vendo as equipes vencedoras os jovens também se simular a participar. Mas o foco, volto a ratificar que será o esporte de base, de iniciação, escolar e comunitário.

NOTA DE ESPORTESC.COM
Atendendo o princípio de paridade, EsporteSC.com tentou ouvir os candidatos Jadir Pedrini (Pros) e Bóca Cunha (PP) sobre os temas da sabatina. Pedrini, por meio de sua assessoria de imprensa, não mostrou interesse em discutir a pauta, já o candidato Bóca Cunha, após confirmar presença, não compareceu, segundo sua assessoria em virtude de um imprevisto de última hora.

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