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Repórter: Sidney Silva
Publicação: 21/08/2017 17h12
Atualização: 17h22

Cerca de 100 atletas participaram no fim de semana da avaliação realizada pelo Grêmio em Brusque. Os testes foram realizados no estádio Augusto Bauer, em parceria com o Carlos Renaux, para atletas nascidos nos anos de 2001 e 2002. Apesar disso, jogadores de outras categorias também foram ao local em busca de uma oportunidade.

As avaliações de sábado (19) ocorreram normalmente, mas as atividades de domingo (20), que seriam realizadas com cerca de 25 atletas pré-selecionados, foram adiadas em razão da chuva que caiu na madrugada de sábado e início da manhã de domingo.

Os testes foram realizados em Brusque por intermédio do observador Luis Humberto Padula, que intermediou entre o Renaux e o clube gaúcho para que a avaliação fosse realizada na cidade. O Vovô tenta, junto ao tricolor, se tornar um dos dez núcleos oficiais do Grêmio fora do Rio Grande do Sul. Segundo Padula, a intenção do tricolor gaúcho é ter um núcleo em cada estado, para que haja um trabalho uniforme para que, posteriormente, os atletas não tenham dificuldades ao serem incorporados à base oficial do Grêmio. “Nosso projeto já despontou entre um dos possíveis núcleos do Grêmio no Brasil. E por isso esse interesse do Grêmio em realizar a avaliação aqui, até mesmo pelo padrão de atletas, de origem alemã, polonesa, com bom porte físico e cultural. São vários fatores que para o Grêmio pesam bastante". diz.

Responsável pela avaliação dos atletas na cidade, Ancheta, ex-jogador do tricolor gaúcho de 1971 a 79, relembra que hoje 80% da equipe do Grêmio é composta por atletas da base. “O Grêmio é sua própria vitrine. Há cinco anos vem focado em ter um trabalho metodológico padrão e protocolos de avaliação e monitoramento de atletas. Isso é fundamental para que os clubes não desperdicem jogadores”, comenta.

Apesar da expectativa encontrada em Brusque, o profissional, no entanto, não mostrou muito entusiasmo com o que viu no local. Ancheta ressaltou a dificuldade em encontrar atletas a altura do padrão exigido pela equipe nas cidades em que passa. “Quando chegamos no interior ou outras cidades é muito difícil ver jogadores que nos agradam, do nível que temos lá (em Porto Alegre), porque o trabalho é diferente de um time grande. É muito difícil. Aqui (em Brusque) temos jogadores com características boas, mas não o que queremos. Não é que o pessoal não jogue bem, mas falta a atitude que se precisa para chegar a um grande clube, que é a decisão de jogada, o fundamento, atitude e personalidade. Além da parte técnica, tem que ter a parte física, senão fraqueja antes de chegar lá”, observa.

Fotos: Sidney Silva/EsporteSC



Sidney Silva

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