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Publicação: 03/11/2017 10h19
Atualização: 04/11/2017 21h36

São oito dias de competição, 96 municípios participantes, 25 locais de prova e 24 modalidades concentradas em Lages entre os dias 3 e 11 de outubro nesta que será a edição de número 57 dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc).

Berço da competição, Brusque participará este ano em 14 modalidades: ciclismo, ginástica rítmica, judô, karatê, natação, tênis de mesa, tiro, triatlo, vôlei de praia, basquete, bolão 16, futsal, tênis e vôlei de quadra. A delegação brusquense será composta por cerca de 150 atletas.

A cidade vai a competição como uma incógnita devido a uma grande renovação neste último ano. Ao contrário das edições anteriores em que contava com muitos atletas de outras cidades, nesta a delegação será composta em sua grande maioria por brusquenses para incentivar os atletas da cidade. O diretor da Fundação Municipal de Esportes, Ademir Luiz de Souza, o Toto diz que a expectativa é grande. “Estamos trabalhando somente com os atletas de Brusque. A expectativa é conseguir o mesmo desempenho da Olesc. Talvez conseguir um troféu só com atletas da cidade”.

Para Toto, as principais chances de medalha estão no basquete, que deve tentar se recuperar do vice-campeonato no Estadual de Basquete Adulto, o vôlei feminino e o tênis de mesa.

Brusque tem obtido ótimos resultados no atletismo, modalidade que conquistou o tricampeonato entre 2013 e 2015. A equipe, no entanto, foi desfeita por contar com muitos atletas de fora que oneravam a folha de Bolsa-Atleta da FME. Neste cenário, as perspectivas não são das melhores.

No ciclismo, o desempenho também tem sido a altura da tradição da cidade. Os brusquenses ficaram com a prata em 2012, 13 e 15 e foram campeões em 2014. O técnico da equipe, Eduardo Gohr, mostra otimismo para novamente estar entre os melhores. “Estou bem esperançoso que novamente o ciclismo brusquense vá fazer bonito nos Jogos Abertos. A montagem da equipe, por mais difícil que tenha sido, diante do corte de investimentos que houve esse ano, ainda nos permitiu formar uma equipe bem competitiva. A grande maioria dos atletas são naturais da cidade de Brusque e, de última hora, conseguimos reforçar com três ou quatro ciclistas de fora do município que nos auxiliarão na busca do nosso objetivo que é o título máximo da modalidade”.

O ciclismo conta com a disputa de seis disciplinas em sete provas. “Na disciplina de XCM existem duas provas, a do naipe masculino e a do feminino, e as duas provas pontuam para a classificação geral da modalidade do ciclismo. Então, são sete provas e entendo que, dessas, em cinco delas temos reais possibilidades de conquistar medalhas, inclusive a de ouro em algumas disciplinas que a gente ainda não tem. Nós ainda não conseguimos a medalha de ouro no BMX e eu acho que está chegando a hora”, diz. O técnico também aponta os principais concorrentes de Brusque na modalidade. “Ainda aponto o município de Florianópolis como nosso maior adversário. Ele é o maior detentor de títulos no ciclismo dentro dos Jogos Abertos, Chapecó tem força, Joinville também”.

O Jasc em números

A cidade que mais venceu os Jogos abertos foi Blumenau, com 40 troféus, o último sendo de quando sediou a competição em 2013. A segunda cidade com mais títulos é Florianópolis, que venceu sete vezes, seguida por Joinville com 4 campeonatos. Na última edição, em 2015, a grande campeã foi Itajaí e a vice foi Blumenau.

Brusque ainda não foi campeã geral em nenhuma das edições, mas tem sua própria coleção de medalhas. Ao longo das 57 edições do evento, a cidade contabilizou 33 medalhas de ouro e 37 de prata. A modalidade que mais trouxe essas medalhas para casa foi o vôlei feminino com 23 medalhas. Aliás, as mulheres são responsáveis por 65,71% de todas as vezes em que Brusque subiu no pódio dos Jasc. O tênis, atletismo e ciclismo também trouxeram bons frutos para a cidade, foram 16 medalhas no total.