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Repórter:
Publicação: 24/08/2016 14h42
Atualização: 14h43

 A partida válida pelo Campeonato Catarinense sub-17, entre Brusque e Metropolitano, terminou com um espetáculo nada agradável. Jogando em seu Centro de Treinamento, o quadricolor perdeu o clássico por 1 a 0 na tarde desta terça-feira (23). Assim que a partida chegou ao fim iniciou a pancadaria generalizada. Chutes, socos e voadoras de jovens dos dois clubes foram desferidos no gramado. Foi necessário atendimento médico e até a polícia foi chamada.

A peleja foi a penúltima pela terceira rodada do returno da competição. O Brusque, em sexto lugar, recebeu o Metropolitano, em nono. Uma vitória aproximaria o time brusquense do G-4. Porém, o Metrô venceu por um a zero com gol de Victor, de pênalti. A partida foi pegada e com uma expulsão para cada lado com a bola rolando, por entradas mais duras, mas nada de agressões. Artur (B) e Carlos Eduardo (M) foram para o chuveiro mais cedo. Após o apito final uma briga de dois atletas acabou se transformando em uma batalha campal.

Confira na íntegra o que o árbitro da partida, Washington Barbosa Lemos, relatou sobre o incidente:

Ao término do jogo o atleta João Renato da Cunha (nº 3 do Brusque) empurrou seu adversário, Mike da Silva (nº 3 do Metropolitano). Neste momento minha primeira reação foi apartar o princípio de conflito. Neste momento o atleta do Brusque, Jonathan Cesar do Prado (nº6), desferiu um soco atingindo a boca do atleta adversário, Klysmann Matheus da Luz Dias (nº16 do Metropolitano), ocasionando um conflito generalizado entre ambas equipes. Neste momento não consegui aplicar o cartão devido à má circunstância da situação. Foi onde a arbitragem observou e visualizou os atletas de ambas equipes trocando pontapés, chutes, socos e voadoras. Os identificados da equipe do Brusque são: Jonathan Cesar do Prado (nº6), Welison Wilson Becker (nº4), Eduardo Schilichting (nº5), Luan Maciel Padichello (nº 17). Da equipe do Metropolitano os identificados foram: João Ismael Bernardes (nº12), Daniel Jorge Espindola (nº17), João Victor Silva Damazio (nº18), Lucas Alexandre da Luz Dias (nº13). No final da confusão não tive oportunidade de aplicar os cartões vermelhos porque as equipes já estavam nos vestiários. Obs: o atleta Klysmann Matheus da Luz Dias (nº16 do Metropolitano) que foi o primeiro agredido precisou de atendimento médico após o tumulto. A confusão foi apartada pelos dirigentes das equipes e pelos seguranças do local. Sem mais”.

Posição dos clubes

O diretor da base do Brusque, Jonas Stange, afirma que o clube não tolera este tipo de atitude de seus atletas. “Ainda estamos discutindo quais punições serão aplicadas para os jogadores envolvidos. Já tivemos uma longa conversa com eles e comunicamos aos seus pais o incidente. Vamos conversar mais vezes com eles sobre isso e provavelmente aqueles que brigaram serão afastados por pelo menos uma semana dos treinos. O que já foi definido é que em caso de punição financeira ao Brusque o valor vai sair do bolso dos atletas envolvidos”.

Stange avalia que este tipo de situação pode acontecer com pessoas tão jovens. “Foi uma situação de jogo. Existe muita rivalidade entre os garotos de Brusque e Metropolitano e eles estavam provocando. O nosso treinador (Jerson Testoni) já havia os alertado para não cair nas provocações. Na hora da confusão ainda veio um atleta do Metropolitano dos vestiários para entrar no campo e dar voadoras. Isso chateou muito os pais presentes. Chamamos a polícia para conter a situação”. O diretor da base ressalta que o clube espera que esse tipo de confusão nunca mais se repita. “Vamos trabalhar a cabeça dos nossos atletas também, não só o futebol. Além de jogadores queremos criar cidadãos de bem”.

Em nota oficial o time blumenauense diz que: “O Clube Atlético Metropolitano aproveita o momento e reafirma sua posição contrária a qualquer ato de violência, fato que entristece a prática do futebol”. O assessor de comunicação da equipe, Sidnei Batista, destaca que a diretoria ainda está estudando quais punições irá aplicar aos envolvidos. “Nós não admitimos este tipo de conduta. Não importa quem começou a confusão, mesmo sendo por parte de um atleta do Brusque, os nossos jogadores não deveriam ter se envolvido na briga”.