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Repórter: Luiz Gianesini
Publicação: 20/11/2020 06h04
Atualização: 17h50

O entrevistado desta semana é o ex-jogador profissional de futebol e hoje diretor de Esportes do C.E. Paysandu - Gerson Luís Morelli - popular Keka; Filiação: Altair Morelli e Dulce Lyra; nascido em Brusque, aos 25 de agosto de 1963. O Paysandu é minha equipe de coração, mas torço muito para o Bruscão; Botafogo que era a equipe do meu pai, Altair Morelli, e do meu avô Materno, Néco Lyra, e pelo Corinthians. 

 

Como surgiu o apelido?
Não tenho certeza, mas o que minha mãe falava era que minhas irmãs mais velhas nas brincadeiras me chamavam de Keka e meu outro irmão de Nóca. Daí foi ficando.

Em que equipes atuou? 
C.E. Paysandu, seleção Catarinense Sub-20, 1982 e 83, Brusque F.C.

Em que posição atuou?
Comecei como lateral, atuei algumas vezes como meia e ponta direita, mas onde mais joguei como profissional foi na posição de centroavante

Gol inesquecível?
Por ter sido o gol do último clássico da história, gol de cabeça, dia 17/06/84.

Vitória memorável?
Esse mesmo jogo, me lembro de ter sido carregado nos braços pelos torcedores da saída do estádio Augusto Bauer até na sede do Paysandu, onde a festa continuou.

Derrota que ficou atravessada?
Com certeza, todas as derrotas em clássicos, desde as categorias de base até o profissional. Era muita rivalidade.

Grandes atletas com quem atuou ou atuo contra?
Foram muitos, na mesma equipe Toninho Vanusa, Humberto Ramos, Carlos Alberto, Rosemiro, o saudoso Touchê, Maffezzoli, Cid - os dois últimos pratas da casa, mas jogavam muito.

Contra, talvez o jogo contra o Corinthians que contava com vários craques como Casagrande, Vladimir, Biro-biro, Zenon, só não jogou o Sócrates porque estava machucado.

Grandes dirigentes?
Teve muitos, mas o maior de todos que proporcionou oportunidade e valorizou os atletas da casa sem dúvida nenhuma Vladimir Roberto Appel, o Vladi.

Grandes treinadores?
Não poderia esquecer do meu treinador da base, Alfonso Schimidt, que foi quem me ensinou muito além do futebol, me ensinou valores que carrego comigo até hoje. No profissional, Iran Bitencourt, treinador da equipe campeã de 86, Joaquinzinho, Sergio Lopez, Natanael Ferreira, Lauro Búrigo, entre outros.

Por que o futebol amador perdeu o apelo?
Penso que faltam políticas públicas e incentivo do poder público e privado para que os clubes e associações de bairros consigam formar e manter suas equipes.

Como foi sua trajetória no mais querido?
Comecei nas categorias de base em 1972 com nove anos, jogava futsal e campo, passei por todas as categorias da base, aos 16 anos fui promovido para equipe profissional, onde permaneci até o final de 1987, quando foi realizada a fusão entre Carlos Renaux e Paysandu, que deu origem ao Brusque F.C.

Grandes árbitros?
Dalmo Bozano, José Carlos Bezerra.

Participa da diretoria esmeraldina?
Atualmente sou Diretor de Esportes. Devo assumir a Presidência para o biênio 2021/2022.

Quais as atribuições?
No caso do Paysandu a função do diretor de esportes é dar apoio às categorias de base e ao futebol amador.

Alguma perspectiva para a escolinha?
Sim, estamos nos processos finais do fechamento da parceria Paysandu com o Laboratório do ex-atleta Osnildo Kistner. Vamos estar trabalhando nas categorias de base desde o Sub-7 até o Sub-19.

O verde e branco pensa em retornar ao Catarinense?
Por enquanto vamos iniciar com a base, talvez no futuro uma Série C do campeonato Catarinense para dar continuidade no trabalho e oportunizar aos atletas dessa nossa base de aparecer para o mercado do futebol. Mas sem a pretensão de ir mais além, penso que hoje temos um representante que é o Brusque F.C. que vem se destacando nas competições a nível estadual e nacional e que representa com muita grandeza a nossa cidade.

Um palhinha sobre sua trajetória profissional?
Iniciei como profissional do C.E. Paysandu em 1979, com 16 anos, (joguei na última partida do campeonato de 79 em Jaraguá do Sul). Em 1988 joguei na primeira equipe do Brusque F.C., onde encerrei minha carreira em 89 para dar sequência na Faculdade de Educação Física.

Nunca fui um craque, nem talvez um grande jogador de futebol, mas consegui chegar ao profissional do Paysandu e do Brusque porque agarrei as oportunidades que apareceram e sempre trabalhei com muita seriedade, dedicação e principalmente com muito amor.



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12011280243276704@2011280243275876gmail.com.