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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 16/10/2020 06h49

O entrevistado desta semana é o advogado, ex-Presidente do legislativo, ex-Procurador-Geral do Município de Brusque e ex-Presidente do tricolor brusquense, Ivo Mario Visconti, nascido em Brusque aos 28.05.41; filho de Pedro Ernesto Visconti e Maria Josefa Visconti; cônjuge: Teresinha Muller Visconti;  quatro filhos: Ubirajara, Juçara, Ubiratan e Gilmara. Torce para o Botafogo.

Atuou em quais equipes? Em que posição atuava? Uma vitória memorável?

Iniciei no futebol, no juvenil do C.A. Carlos Renaux, como centroavante, mas com a idade de 17 anos fui servir, na Força Aérea Brasileira, no Rio de Janeiro e fiquei por lá, quase 3 (três) anos onde treinei no Olaria e joguei em um time amador que se chamava de Náutico da Ilha do Governador. No retorno, continuei jogando no Renaux e uma das principais partidas naquela época foi contra o rival Paysandú, e quem me marcava era o central “ Nego Vilací”, entrei no início do segundo tempo, quando o placar era de 1X0 pro rival, o nosso técnico era o Norival Mosimann, e ele me falou ...fica em cima do Negão Vilací, e... em duas jogadas fiz um milagre, 2 (dois) gols e vencemos por 2X1. E essa foi então uma vitoria memorável.

Gol inesquecível?

Já o gol inesquecível que fiz foi no campeonato amador promovido pela Liga de Blumenau, quando jogava pela equipe do Cruz e Sousa de Benedito Novo, joguei nesta equipe nos anos 1987, 1988 e 1989, num jogo em Rio dos Cedros, contra o Cruzeiro, o ponta direita cruzou na área e eu percebi que não alcançaria à bola, saltei de “peixinho” e numa cabeceada espetacular e milagrosa fiz o gol, oportunidade que o juiz da partida veio me cumprimentar e disse que nunca havia visto um gol assim.  Pena que não dá de provar, ninguém registrou, mas fomos derrotados por 2X1.

Grandes atletas com quem atuou a favor ou contra?

Grandes atletas que atuei: Mosimann, Lebe Willrich, Petrusky, Tesourinha, Teixeirinha, Baião, Pereirinha   

Derrota que ficou atravessada?

 A derrota que ficou atravessada, e ainda está até hoje, foi quando, na qualidade de presidente do Carlos Renaux, perdemos para o Paysandú de 6 a 0.

Árbitro?

Um árbitro respeitado na minha época era Wilson Silva, mas o brusquense Chico Simas, também foi e ótimo arbitro e podemos também atribuir-lo como respeitado, embora não foi da época que eu jogava;

Dirigentes ou Técnicos?

Como Dirigentes ou Técnicos citaria: Norival Mosimann e Capitão Manguilhotti, foram meus melhores técnicos.

Por que o futebol amador decaiu tanto?

O futebol amador nos anos 1965 à 1969, era tão importante e prestigiado quanto o profissional, ele decaiu em virtude das altíssimas e insuportáveis despesas, e essas despesas geralmente era divididas entre a diretoria dos clubes e até entre os próprios atletas, e sem que esses tivessem alguma vantagem ou reembolsos. Tudo era pelo “amor ao clube”. 

Como se sente como vigésimo sexto presidente do Vovô do Futebol Catarinense? Dever cumprido?

Em 1970, quando assumimos a presidência do C.A. Carlos Renaux, Foram meus antecessor o CIDINHO BAUER E O ZENO BELLI e  no campeonato estadual de 1968, o presidente Cid Bauer, organizou e contratou uma excelente equipe para ser campeão estadual, com a contratação de jogadores caros quase todos do Rio de Janeiro, fato que infelizmente o titulo de campeão infelizmente não aconteceu. Entretanto o que ocorreu foi uma enorme e quase impagável dívida. O Zeno Belli assumiu, não fez divida, mas não conseguiu pagar a anterior. Ai assumi, juntamente com um punhado de jovens na época dispostos a encarar e com muito sacrifício, pagamos toda a divida do clube, mas a equipe na tabela do Campeonato Estadual ficou lá em baixo. E como pagamos a divida? Fizemos uma rifa de um “fusca” cujo o bilhete valeria como “ingresso permanente” aos jogos, onde a maioria dos credores ficou com a rifa pela dívida e fechamos a gestão praticamente zerada. “DEVER CUMPRIDO”. A equipe eram todos pratas da casa, exceto um jogador que vinha de Blumenau somente para os jogos, nem treinava. Presidimos ainda a Associação Atlética Schlosser, na década de 80, onde organizamos por vários anos as “Olimpíadas Interna Operária” as quais eram antecipada com desfile dos atletas e dirigentes pelo centro da cidade, as disputas consistiam de várias modalidades, tais como: futebol suíço, futebol de salão (futsal), bocha, vôlei, canastra, dominó e maratona, as disputas eram entre todos os setores da empresa, em ambos os sexos, durante quatro ou cinco dias, num total de acerca de 800 atletas participantes, onde havia um significativo e robusto encerramento com, além da entrega de troféus e medalhas, era oferecido um suculento churrasco aos atletas, dirigentes e convidados, ao som das mais variadas músicas, com a presença  de varias autoridades políticas do cenário catarinense.   

O que lembra do torneio entre OABs em 1981 realizado na S.E.Bandeirante e da revanche em Florianópolis?

Com relação ao “Torneio de futebol da OAB”, tínhamos um time respeitado, conforme se vê pela foto e sempre conquistávamos o titulo de campeão, mas vale lembrar aquele realizado em Florianópolis, onde o juiz da partida entre a equipe de Brusque X Florianópolis, nos prejudicou descaradamente e nós ao sair do recinto, no retorno à Brusque, roubamos o troféu... de brincadeira... devolvido depois...

Associação Brusquense de Esportes Adaptados da Terceira Idade – Abeati

Quanto a ABEATI - ASSOCIAÇÃO BRUSQUENSE DE ESPORTES ADAPTADOS DA TERCEIRA IDADE, onde hoje me dedico inteiramente, sou o atual presidente. Participamos dos Jogos Abertos de Santa Catarina da Terceira Idade, na modalidade de “voleibol”, representamos a nossa cidade e já conquistamos o 3º lugar, o vice campeão e de campeã, nos naipes feminino e masculino, desde o ano que iniciou com a modalidade de voleibol, ou seja, desde 2017. Este ano foi cancelado por motivo da Pandemia da corona vírus, o qual estava previsto para ser realizado em Criciúma. Participamos também já há 6 (quatro) anos, no Circuito Regional de Esportes para a Terceira Idade, onde  os jogos de voleibol foram realizados em várias etapas, (três ou quatro) de ambos os sexos, onde participaram, além da ABEATI,  Balneário de Camboriú, Itajaí, Navegantes, Camboriú, Florinópolis, Bombinhas, Itapema, Porto Belo, Jaraguá do Sul e Blumenau, e nos últimos 4 (quatro) anos conquistamos o título de TETRA CAMPEÃO. 

Como vê o Brusque F.C. atualmente?

E para finalizar vamos falar sobre a atual forte equipe do Brusque F.C., que hoje se encontra, apesar da derrota para a Chapecoense onde deixou escapar o título de campeão catarinense, no último domingo, numa situação privilegiada e de destaque no cenário nacional.

Vale destacar que fiz parte do Brusque F.C., desde a sua fundação, fui Presidente do Conselho Deliberativo em 1992, ano este que coincidentemente, o Brusque conquistou o título de Campeão Catarinense. Hoje disputando ainda 2 (dois) campeonatos simultaneamente, era 3 (três), se encontra de forma invejável no futebol nacional, destaca-se que nunca havia chegado tão longe, o que por si só é motivo de orgulho e honra para todos nós brusquenses.  



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12010291432358416@2010291432357588gmail.com.