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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 10/12/2019 16h36

O entrevistado desta semana é o treinador do Brusque, Jerson Testoni, popular Jersinho Testoni - nascido em Gaspar aos 18 de junho de 1980; cônjuge: Juliana Cipriani; filha: Raiani Heloisa Boing (enteada); torce sempre para equipe que está em atividade.

Como foi sua infância? O que lembra com carinho?

Minha infância foi maravilhosa, morava no interior então tinha muita liberdade para brincar, claro sempre em sua maioria de futebol, tive muito carinho do meu pai e minha mãe, nossa família era muito unida, meus pais sempre dando muito suporte, sempre fomos uma família muito simples e eu uma criança que me contentava com muito pouco, minha maior lembrança é o campinho de futebol que tinha no lado de casa, tinha uma minitrave com uma rede quase sempre furada, mais que era o suficiente para eu e meus amigos jogar futebol.

E a sua juventude?

Tive uma juventude tranquila, quando possuía muitos amigos que na sua maioria era pelo futebol; tinha muitas dúvidas sobre se eu conseguiria ser jogador de futebol, algumas vezes queria desistir pela dificuldade financeira da família; como treinava não conseguia trabalhar e ajudar em casa; pelo contrário, eles gastavam um pouco que tinha para pagar passe de ônibus para eu ir treinar, mas foi uma juventude muito legal que deixou saudades pelas amizades, pela família que era muito unida e que, naquela época, estava completa, porque hoje são falecidos meus pais.

Como surgiu o futebol em sua caminhada?

Surgiu muito cedo, sempre incentivado pelo meu falecido pai que amava o futebol.

Atuou como jogador?

Sim

Qual a posição?

Lateral

Em que equipes atuou?

Brusque/SC, Criciúma/SC, Gama/DF, Vila Nova/MG, Francana/SP, Botafogo/SP, Joinville/SC, XV de Piracicaba/SP, Atlético de Ibirama/SC, Tubarão/SC, Marcílio Dias/SC, Brasil de Farroupilha/RS e CFZ/Imbituba/SC.

Como surgiu o Brusque em sua jornada?

Como atleta surgiu quando eu tinha 17 anos, meu pai descobriu que estavam realizando avaliações para montagem do elenco profissional que iria jogar a segunda divisão em 1997, fui aprovado naquele ano onde atuei no clube até novembro de 2000, quando fui negociado com o Criciúma, me tornando o primeiro atleta da história do Brusque a ser negociado com outro clube.

Como treinador fui contratado em 2016 pelo diretor da base, Jonas Stange, oportunidade em que fui coordenador técnico e treinador do Sub-17 e logo após subindo para ser auxiliar técnico do profissional.

Algum esquema de jogo preferido ou vai do adversário que vai enfrentar?

Minha equipe tem que estar preparada para todos os momentos do jogo, seja ele ofensivo ou defensivo, e também para as transições, tem que ser uma equipe bem equilibrada em todos os setores, mas minha ideia é sempre de propor o jogo, marcar o adversário na alta, ser uma equipe agressiva e ofensiva priorizando sempre a posse da bola.

Como analisa os adversários – a maneira que irá colocar a equipe em campo?

Procuro passar para meus atletas mais as características individuais dos atletas adversários, não procuro espelhar encaixe com sistema do oponente, que na minha opinião nos tornaria dentro do jogo refém do próprio adversário, tenho a convicção que devemos sempre impor nosso modelo de jogo, sempre nos concentrar em executar bem nossas ações, com isso as chances de sucesso e vitória nos jogos são bem maiores. 

O Brusque está pensando para frente com a base?

Acredito que com o crescimento do clube a base será melhor estruturada.

Quem são seus auxiliares diretos?

Não tenho auxiliar no momento.

Grandes dirigentes?

Como atleta foi Moacir Fernandes, na época presidente do Criciúma.

Na função de comissão técnica foi Danilo Rezini, acho ele incrível, não mede esforços para fazer um Brusque vencedor e competitivo em todas as competições.

Grandes árbitros?

Sandro Meira Ricci, Paulo Cesar de Oliveira.

Vitória inesquecível?

Com certeza a vitória contra o Marcílio Dias na minha estreia na Copa SC, foi importante para nossa conquista e sequência como treinador.

Derrota que ficou atravessada?

Foi a derrota contra o São José, na minha primeira passagem como treinador no clube, perdemos de 1 a 0 em Porto Alegre, quando fomos eliminados da Série D de 2017.

Refletirá positivamente no grupo a premiação pela CBF aos dois atletas do Marreco ou poderá causar ciumeiras?

Tenho certeza que todos os atletas do grupo estão muito feliz com esse reconhecimento, quando um atleta ou nesse caso dois são premiados mostra ainda mais o valor e a força do nosso grupo, nosso grupo de atletas não tem vaidades e são muito unidos.

Como sucedeu a arrancada pós Evandro Guimarães?

Realizamos alguns ajustes táticos de posicionamento no início, após as duas vitórias no clássico os atletas readquiriram a confiança e começamos a implantar nosso modelo de jogo, que era formar uma equipe ofensiva que, além das vitórias, tínhamos que desempenhar um bom futebol, os atletas tiveram convicção na ideia e em nosso trabalho onde saímos da última colocação para ser campeões.

O elenco está completo para o Catarinão?

Ainda não, saiu alguns atletas e deve chegar alguns novos para compor e formar o elenco.



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12001251121301029@2001251121309468gmail.com.