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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 29/05/2020 15h39

O entrevistado desta semana é João Roberto Beuting, nascido em Brusque, aos 6 de setembro de 1957; cônjuge: Brigitte Burger Beuting; filhos: Bruno (34 anos) e Marina (27). Torce para o Brusque Futebol Clube e Vasco da Gama.

Como surgiu o apelido João Geladeira?
Geladeira, veio do meu irmão mais velho, Beto Paidin. O Beto sofria de pianço, e ele corria de cavalo para o Doutor Francisco Dall'Igna, popular Doutor Chico da Linha. Era um ótimo médico que morava em Brusque e tinha cavalos de corrida. Esse Doutor Chico chegou a ser vice-governador de Santa Catarina, mas caçaram o mandato dele, e ele foi embora para Porto Alegre. E o Cação/Darci era muito conhecido da nossa família, porque ele morava perto posto de saúde ali no Sesi;  a nossa família tinha muitos cavalos e o pai soltava a noite lá no antigo pasto dos Maluche.

E o Beto meu irmão, sempre quando criança, adolescente, andava vestido de blusa de lã, isso era mandado pela minha querida mãe, porque ele sofria de pianço...Olha,  isso tudo estou falando, Mas tínhamos que ficar alguns dias pra contar essa linda história...

Como surgiu o esporte em sua trajetória?
Aos 11 anos, o Darci Ramos (Cação), técnico das categorias de base do Paysandú, me convidou e fui jogar no Paysandú. Joguei no Infantil/Juvenil e joguei no profissional por dois anos defendendo o Paysandú no Campeonato Catarinense. Aos 23 anos, parei de jogar no Paysandú e fui jogar no amador de Brusque. Atuei por dois anos no Guarani... sempre no futebol de campo... e aos 25 pendurei as chuteiras.

Posição em que atuava?
Comecei na lateral esquerda e depois joguei de quarto zagueiro. 

Por que parou tão cedo de atuar no futebol de campo (25 anos)?
Tive que trabalhar muito cedo, pra dar conta da minha família. Casei com 24 anos e fui cuidar da minha família.

E ao parar o futebol de campo?
Aos 25 anos parei de jogar futebol de campo e continuei a jogar futebol de salão por muitos anos até meus 32 anos.

Qual participação foi marcante?
Foi nos anos de profissional do Paysandú. Conheci vários jogadores e fiz grandes amigos até hoje.

Qual achou que não foi como esperava?
O futebol me trouxe muitas alegrias. Todos os momentos no futebol foram ótimos.

Grandes nomes no esporte em anos em Brusque?
Pra mim o Kussi, meio campista do Renaux e Paysandú, era um craque... Eu vi muito pouco, mas meu pai falava muito do Julinho Hillebrandt, também um craque.

Como vê o desempenho da atual diretoria do Brusque?
O Brusque está no caminho certo. A diretoria está no caminho certo. Estive junto com eles por oito anos. Como presidente do Bruscão por cinco anos, e dois anos como diretor de futebol; um ano como diretor de patrimônio, em 2002. Até 2007 estive junto na diretoria, conseguimos segurar com muitas dificuldades todos os problemas. Hoje, com muito orgulho, o Carlos (Beuting) diretor de futebol (atualmente vice-presidente) do Bruscão, foi uma pessoa que entrou no profissional e continua fazendo um ótimo trabalho.

Grandes dirigentes?
Todo o grupo de diretores que hoje dirige o Bruscão (o Bruscão é tocado por um grupo de pessoas. E todos estão no mesmo nível).

Como deveria ser encaminhada as finais do Catarinão 2020?
Acredito que em junho o governador libera os jogos do Campeonato Catarinense, e o Brusque vai buscar com todas as forças o segundo título. Como sempre, o time vem fazendo uma ótima apresentação e levando o nome da nossa cidade e de toda à região para todo o Brasil.



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12008040554459913@2008040554459084gmail.com.