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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 18/04/2020 16h39

O entrevistado desta semana é Nelson Dalcastagne, popular Nelsinho Casqueiro; filho de José Dalcastagne, popular Zé Casqueiro, e Cídia Santos Dalcastagne, popular Dona Santa; natural de Ponta Grossa/PR, vindo para Brusque com um ano de idade; nascido aos 11.06.47. Cônjuge: Adelina Bastos; cinco filhos: Alcídia Mara, Nelson Evandro, Clóvis Adriano, Nelson José e José Acácio; cinco netos: Bárbara, Nicole, Gabriele, Sara e Gabriel.

Como foi sua carreira futebolística?

Comecei nas bases do Santo Amaro, fui em seguida para o Santa Luzia, juvenis do C.A. Carlos Renaux, retornei ao Santa Luzia, por último em Brusque, no Sete de Setembro (Zantão). Fui para o Estado do Paraná em 1974, joguei no Pinheirinho, Capão Raso, Ipiranga, São José dos Pinhais – atualmente o Malutron, e retornei ao Berço da Fiação Catarinense em 1991, não retornando mais aos gramados.

Gol inesquecível?

Foi um gol de voleio que fiz na decisão do torneio início, realizado no Estádio Augusto Bauer, contra o América do Steffen, sagramo-nos campeões.

Vitória memorável?

Foi a vitória contra o Cedrense por 1 a 0, no Estádio Augusto Bauer, partida realizada à noite, nos idos de 1968, pelo campeonato amador.

Derrota que ficou atravessada?

Foi pelo campeonato amador, perdemos de 4 a 0, no estádio do Santa Luzia,  para o Sete de Setembro.

Grandes nomes no Santa Luzia?

Os saudosos Arnoldo Ristow, João Macedo e Dilo Melci e ainda Dino Luz (pai do Sérgio papelão)

Grandes atletas do futebol amador na época?

Marcola, Nenê Ristow, Caracas, Pelé, Móque, Lingor Hort, Nica, Pavezinho, Valdir Rensi, Lauro e Raul Gohr (Cedrense), Moacir (Cruzeiro), Batista e Chico Souza (Floresta), Ivo, Lelo e Tim Casagrande, Zelóca, Tinho, o popular esquerdinha, Maneca e Isaac Pieper, Evérton, o Bólinha, o mano Davi, o saudoso Ivo Marchewsky e quanto aos goleiros: Você (Luiz), o Merico, Minela, Euclides Farias. Ressalte-se o Santa Luzia sempre teve bons goleiros.

O que lembra com saudados dos bons tempos?

Gostaria de citar três fatos: a) Ajudamos a fazer o campo do Santo Amaro, registre-se à picareta, juntamente com Hélio Severino, Pedróca e Tékinha (alfaiates) e outros grandes esportistas da localidade; b) da torcida do Santa Luzia. Olha era uma torcida especial, que acompanhava, brigava pela equipe do Santa Luzia; c) de ter tido a felicidade de passar por grandes treinadores: os três saudosos João Macedo, Dilo, Jorge Pinotti e o Dino da Luz. Olha que os homens entendiam de táticas e estratégias futebolística!

Fato curioso daqueles tempos?

Um fato curioso que bem me lembro é que quando passávamos pelo Moura, em cima de um caminhão pau de arara, a gente gritava “Pedro oco!” e o homem pegava a pica pau e atirava para todos os lados.

O que Nelsinho faz hoje?

Apresento o programa Rancho do Casqueiro, que é levado ao ar pelas ondas da Araguaia, aos sábados, das 15h às 17h, e aos domingos, das 12h às 14h, com a boa música da nossa terra.

Sendo seu coração tricolor, não tem um lugarzinho para o “mais querido”?

Tem sim. Olha a maioria de meus grandes amigos são torcedores do “mais querido”.

Palavra final?

Fiquei sabendo que você está entrevistando o João Henrique Marchewsky, deverá ser uma grande entrevista, vez que já o avô dele tinha um dos engenhos de farinha mais famosos na época. E o João Henrique é uma grande pessoa.



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12006041511221096@2006041511221013gmail.com.