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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 03/07/2020 11h01

O entrevistado desta semana é Neuton Maurício Hoffmann, conhecido como Niltinho; filho de Erich e Edite S. Hoffmann, nascido em Brusque, em 1 de março de 1960; companheira: Sandra Paula Neto Moraes; 3 filhas: Monique, Marianea e Maira Luiza. Torce para os times de Santa Catarina 

Nosso entrevistado: Niltinho 


Como foi sua jornada no futebol?
Iniciei  no Renaux, em 1979, quando o Aureo Maliverni era o técnico infantil fui para o juvenil e me colocaram para treinar com o profissional com 16 anos e fiquei com o grupo, permanecendo até 1984; em  85 fui para o Paysandú, ficando  até 87; em 88, para o Tupi (Gaspar) até 90,  de 91 quando fui para o Tiradentes (Tijucas) e ainda em 91, fui para o Amador até 96, voltando, em 97, retornei, com 37 anos para o Brusque.

Posição que atuava?
Atuei na ponta direita e esquerda e no meio campo, por vezes atuei como meia de ligação, entre o meio e o ataque.

Vitória memorável?
Vitoria que me marcou foi atuando com a jaqueta do Renaux na partida contra o Figueirense lá.  Eles tinham um timaço e nós fomos com muitos jogadores da casa e vencemos por 1 a 0.

Derrota que ficou atravessada?
Derrota que me marcou também envergando a camisa do tricolor brusquense em partida contra o Avaí, no Adolfo Konder ... a bola furou a rede e depois de muita confusão o juiz validou o gol e perdemos de 1 a 0.

Gol inesquecível?
O gol que nunca esqueço foi em Joinville jogo de loteria esportiva, perdemos o jogo, mas fiz um golaço, arranquei do meio campo driblei o Borrachinha, goleiro do JEC, e marquei.

Títulos?
Fui campeão em 86 pelo Paysandu e, em 97, na segundona, com a jaqueta do Brusque

Que campeonatos disputou pelo Renaux e pelo Paysandú?
Pelo Renaux foram os campeonatos Catarinenses e as Taças que se chamavam Governador do Estado, e no Paysandú, cheguei em 1985, quando o Renaux parou com a enchente de 84; fiquei até 87, disputei o Catarinense de 85 e a segunda divisão em 86 quando levantamos o caneco, e em 87 houve a fusão, então fui para o Tupi de Gaspar.

Como foi a passagem pelo Brusque, nos idos de 97?
Olha que estava parado um tempo e encontrei dificuldades – pela idade – tendo me machucado e fui pouco aproveitado, mas valeu, o grupo todo me respeitava e foi muito proveitoso a passagem no Brusque F.C., tanto que formos campeões e, registre-se, ainda, atualmente nos encontramos. 

Por que foi para o Tupi?
Estavam formando a fusão e trazendo muitos jogadores de fora, ai o pessoal do Tupi queriam me levar e o Lauro Búrigo queria ficar comigo, mas entrando e ficando de fora, isso me incomodou. pois eu queria jogar. Devia ter ficado, me arrependi depois... já era tarde.

Grandes treinadores?
Áureo Maliverne, Rubens Freitas, Lauro Búrigo, Natanael Ferreira, Iran Bittencourt e Hélio Ross

Equipe base do time campeão em 86?
Binho, Moura, Aluízio, Gilberto, Dodô, Bim, Miltinho, Maffezzolli, Kéka, Jorge Santos e Cide

Quais os adversários que o Paysandu enfrentou na campanha vitoriosa de 86?
Pelo que lembro: Imbituba, Operário (Mafra) tinha um time de Leblon Regis, Guarani (Palhoça), Canoinhas, Próspera (Criciúma) Inter (Lages), Flamengo (Capoeiras), Ipiranga (Tangará).

Fale sobre a passagem pelo Tupi
Na época, a Ceval comandava o Tupi. Foi um bom ano, tinha um grande time com jogadores do Blumenau, Marcílio, de toda a região. Na equipe estavam de Brusque: Schulemburg, Narciso - um baita zagueiro, Amarildo e o Neilor, que depois integrou o plantel do Brusque.

 Grandes adversários do Tupi na época?
As partidas contra o Blumenau eram um verdadeiro clássico; inclusive quando fui para o Tupi, o BEC levou o Jorge Santos e nos clássicos em Gaspar eu e ele jogamos contra, era uma festa - grande rivalidade - e o estádio ficava completamente lotado.

E a passagem pelo Tiradentes?
Em 88 fui para o Tiradentes; a equipe tinha um bom grupo com jogadores que sobravam de Marcílio Dias, Avaí e Figueirense. Treinávamos nas noites de terças e quintas e nos apresentávamos aos sábados para os jogos: era pauleira, viajávamos por todos os lados e quando o deslocamento era para longe saíamos bem cedo e chegávamos horas antes do jogo. A gente jogava por prazer. Era difícil, mas dá saudades, sempre que passo por lá me toca, ah... e depois dos treinos tinha um sopão para aquecer o coração... para receber era outra luta.

E no Amador?
Atuei no Cedrense, no Santos Dumont, no América e no Brilhante

Fatos inesquecíveis?
Tenho dois: Um foi quando atuava no Tiradentes - eu passava em Itajaí e pegava o pessoal do Marcílio e depois deixava eles na volta; outro foi atuar no Tupi o pessoal ficou chateado em Tijucas, queriam eu jogasse lá, mas fui atuar em Gaspar porque era mais perto de Brusque, e outro ainda, é que - juntamente com o Clóvis- fomos os dois únicos jogadores a atuar nos três times da cidade: Renaux, Paysandu e Brusque.



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12012031229574090@2012031229573262gmail.com.