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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 10/07/2020 15h27

O entrevistado da coluna desta semana é Osmar Boos – um grande nome nos destinos da equipe bugrina da general Osório - nascido em Brusque, em 11/12/45, casado com Neusa Cadore Boos, filho de Bruno e Bárbara Boos, filhos: Júlio César, casado com Francine Gevaerd (filhos: Guilherme e Júlia); Marco Aurélio, casado com Isabela Siman (filhos: Gustavo e Gabriela), Ana Helena (filho Bruno Boos). Era torcedor do Clube Atlético Carlos Renaux, hoje do Brusque F.C., Botafogo e Corinthians.

Fale de sua trajetória no Bugre da General Osório?

Sou sócio do Clube Esportivo Guarani na década de 1980, sendo que nos anos de 1987 a 1989 fui secretário do Conselho Deliberativo e depois por diversos cargos: 1987 a 1989 - secretário do Conselho Deliberativo; 1990 a 93 – Primeiro Vice-presidente; 1993 a 95 – Primeiro Tesoureiro; 1996 a 2005 – membro do Conselho Fiscal; 2006 a 2007 – Vice-presidente e 2008 a 2015 Presidente.


Como foi a gestão como presidente?
Participei ativamente neste período: reforma e modernização da sede administrativa (Nova portaria, secretaria, sala de reuniões, sala para exame médico, museu de esporte, e cancha de bocha).

Reformas e modernização do quiosque panorâmico e das dependências da piscina e salão de festas. Construção de duas quadras de tênis, cobertas, com um amplo e maravilhoso jardim.  Reforma e modernização da academia.


Na área esportiva?
Na área esportiva apoio para as modalidades de bocha, futevôlei, futebol, tênis e principalmente do futsal, onde foi iniciado as escolinhas com o professor José Carlos Torresani, carinhosamente chamado de professor Mané. Também na época foi conseguido, parcialmente, colocação de pedras nas margens do rio da Guabiruba, evitando a perda do terreno do patrimônio do clube.


Grandes nomes no Guarani?
Na área esportiva não tive participação, no livro dos 80 anos do clube são muitos os nomes. Tive o prazer de conviver, na minha opinião, não só no bairro, mas também em toda nossa cidade, a figura do senhor Mário Montibeller, figura ímpar, exemplo de cidadão íntegro, empresário dinâmico no setor de carnes, amigo e parceiro de todas as horas. Outras pessoas do bairro em relação ao clube poderia citar o nome dos senhores Félix Vale, José Bittelbrunn (carinhosamente chamado de seu Iquinho), Célio Fischer, Ovideo Hassmann, Jorge Bianchini, e outros. Ia esquecendo o nome do senhor Ciro Rosa, que graças a sua pessoa, foi conseguido junto a família do senhor Arthur Schlosser a compra da parte alta do patrimônio do clube, onde hoje estão os quiosques, ginásio de esportes, complexo aquático. Ciro "emprestou" o dinheiro para compra do terreno e, no final, quando a diretoria resolveu pagar sua dívida, rasgou e jogou a promissória no lixo. Foi pessoa fundamental no atual patrimônio do clube. Nosso eterno reconhecimento.


Quem pegou junto na diretoria?
O grande sucesso do clube se deve, sempre, na grande participação dos membros da diretoria, cada um respeitando o seu departamento, mas na união e consenso de todos, em prol do Clube Guarani. Ninguém ficava sozinho ou abandonado tocando o barco. Fato interessante que as diretorias eram pessoas ligadas ao bairro (nem todas, mas a maioria), fazendo do clube sua segunda casa, quando em certos momentos, era a primeira. Esse, na minha opinião, sempre foi o sucesso do clube.


Como foi sua trajetória política?
Minha vida política, serviu para engrandecer meus conhecimentos, totalmente diferente da privada, onde atuei por 38 anos, não tinha toda essa parte burocrática exigida por inúmeras leis, órgãos estaduais e federais, sempre muito lentos, e emperrando o crescimento da cidade.


Sente orgulho de Ana Helena continuar na vereança?
Com certeza é um grande orgulho para um pai e toda família tê-la como vereadora, por ser uma mulher jovem, competente, com princípios familiares, mãe dedicada e acima de tudo sempre querendo fazer o correto, sem cargos em governo, ou troca de favores.

Quem vive nesse meio sabe como as coisas acontecem, mas ainda temos a certeza que as coisas são possíveis para uma cidade, estado e um Brasil melhor. Vale a pena ser do bem.


A falta de futebol não constitui um retrocesso para a juventude do bairro?
Não vejo a falta de futebol como retrocesso para a juventude do bairro, até porque, hoje, a maioria dos sócios são pessoas de outras localidades e para jogar tem que fazer parte do clube, onde o interesse pelo futebol é muito fraco. Hoje a procura é mais pelo futsal, futevôlei, beach tennis e o próprio tênis. Considero importante a prática de esportes, mas hoje vejo que a coisa ficou mais profissional, com a criação das escolinhas nos próprios clubes da cidade. Ninguém quer mais jogar de graça, como era nos tempos antigos.

Só para deixar bem claro: não sou contra a prática do futebol no bairro, mas o clube hoje vive uma outra realidade em comparação ao passado, quando quase 100% dos sócios eram moradores do bairro Guarani.


Finalizando...

Termino com minha habitual saudação:

"AVANTE GUARANI"



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12008031211406889@2008031211406061gmail.com.