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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 27/12/2019 01h00

O entrevistado desta semana éo ex goleiro de grandes equipes do cenário nacional e autor dos livros - : Na Boca do Gol, 2006, O Goleiro Acorrentado, 2010, Onde ele Pisa Nascem Histórias, 2014, Voltaço o início de uma paixão, 2019 e, em 2018 o do Paysandu,  Para sempre o mais querido" em.parceria com Ricardo Engel. VALDIR APPEL- popular Chiquinho: Filho de Herbert e Rosa Montibeller Appel, natural de Brusque, nascido aos 01.05.46; cônjuge Rosélis Slomsky Appel; dois filhos: Isadora e Eduardo Herbert. Torce pelo Paysandú e tem simpatias pelo Vasco da Gama, Sport Recife e Volta Redonda. No milésimo gol de Pelé, Valdir estava no banco, como reserva do argentino Andrada. (Partida que assisti no Maracanã).

Como surgiu Valdir Appel, o goleiro? Em quem se inspirou

Já nasci goleiro por inspiração de meu pai e do tio Oswaldo. Quando garoto sempre fui presenteado ou com bola, ou com joelheira ou, ainda, com camisa de goleiro. Na prática esportiva formos descobertos por Pedro Werner: eu, Edson Cardoso, Ayone e outros. Iniciei nos juvenis do Paysandú, sendo titular do time principal aos 15 anos e me profissionalizei aos 16.

Em que equipes atuou?

Em Santa Catarina: Paysandú, Carlos Renaux e Palmeiras (Blumenau). No Carlos Renaux foi uma temporada só, em 1963, no ano em que o Paysandú não disputou o campeonato. Fora do Estado: Campo Grande, América, Vasco, Bonsucesso, Volta Redonda, Sport Recife, América de Natal e Alecrim, no extinto CEUB de Brasília, Goiânia, Atlético de Goiás, encerrando a carreira em 82 no Rio Verde, também de Goiás.

Onde teve as melhores fases de sua carreira esportiva?

No Vasco, durante 7 anos, ou fui titular ou primeiro suplente. Tive dois bons campeonatos cariocas, vestindo as camisas do Bonsucesso e do Volta Redonda e uma grande passagem pelo América de Natal (RN) em 75, quando ficamos classificados para as oitavas de finais, inclusive empatamos em 0 x 0 com o Inter, que levou o título brasileiro. O Inter foi campeão em 1975 pela primeira vez, em 1976 foi bi-campeão. O Inter foi campeão invicto em 1979, aliás a único campeão invicto brasileiro até hoje

Grandes craques que viu atuando a favor ou contra?

Além de Pelé: Rivelino, Silva (ex-Flamengo e Corinthians Paulista), Andrada, atuei também contra dois excepcionais arqueiros: Yashin “O Aranha Negra” e Sepp Mayer.

Em Brusque?

Tive oportunidade de atuar com muitos jogadores bons, citaria alguns, entre outros: Di Bork (in memoriam), Julinho Hildebrandt, Pereirinha (in memoriam), Edison Cardoso (in memoriam), Nego Kühn, Egon Petrusky (in memoriam), Teixeirinha (in memoriam).

Lembra a escalação de uma das formações do “mais querido” em que você atuou?

Sim: Valdir, Di Bork (in memoriam), Valdir Montibeller, Ivo Borba, e Venturelli (Bijo), Wallace, Nelsinho Imhof, Nego Kühn, Julinho, Edison e Ayone.

Qual defesa - e em que equipe atuava - que não esqueceu?

Uma contra o Internacional RS, defendendo o América de Natal, no campeonato brasileiro de 1975.

Dois fatos marcantes?

No dia em que Andrada levou o milésimo gol de Pelé no Maracanã, eu era o reserva desse inigualável goleiro. Outro fato marcante ocorreu em 01.05.2001, quando reencontramos com a turma de 1976, em comemoração ao jubileu – 25 anos – do Volta Redonda, no Estádio Raulino de Oliveira.

Grandes treinadores?

Pedro Werner, o descobridor de novos talentos para o Paysandú, Zezé Moreira e Tim.

Grandes dirigentes?

Antônio Soares Calçada (Vasco),e Joilson Santana (América de Natal), os saudosos: Gerhard N. Appel, Walter W. Aichinger, popular Bilo e Arthur Appel

Quais os melhores livros que já leu? E na área esportiva?

Sempre devorei tudo na literatura, mas dedico grande parte aos livros com tema futebolístico, em função das pesquisas destinadas aos meus livros de crônicas.

O que está lendo atualmente?

O caçador das bolachas perdidas (Jorge Cravo). As bolachas em questão são os antigos discos de vinis, que eu coleciono.

Quais autores prefere ler?

Os autores de crônicas: Fernando Sabino, Rubem Braga, Nelson Rodrigues e outros.

E Valdir Appel , escritor?  Você já lançou 5 livros, sendo último em parceria com Dr Ricardo J. Engel. Uma palhinha?

No início dos anos 2000 eu tinha um blog e publicava nos jornais locais minhas crônicas. Daí para o livro foi um passo. Sempre com o tema futebol. Publiquei 4 livros a saber: Na boca do gol, 2006, o goleiro acorrentado, 2010, onde ele pisa nascem histórias, 2014, Voltaço o início de uma paixão, 2019 e, em 2018 o do Paysandu,  Para sempre o mais querido" em parceria com Ricardo Engel. Quatro livros de crônicas, tendo o futebol como pano de fundo, que reúnem histórias e causos do tempo em que eu pisava dentro das quatro linhas, sobre jogadores das equipes em que atuei, jogos, e personagens folclóricos

Enfrentou alguma dificuldade para publicar os livros?

Não tive dificuldades para publicar os livros. Recebi apoio dos empresários, para dois livros: na boca do gol e onde ele pisa...Um foi premiado: o goleiro acorrentado, no Elisabeth Anderle de incentivo a cultura. O do Voltaço patrocínio do clube e o do Paysandu patrocinado por empresário brusquense.

Como surgiram os títulos dos livros “Na boca do Gol” e Goleiro Acorrentado?

O primeiro título foi inspirado na posição que eu atuava, um goleiro sempre está dentro, ou próximo da boca do gol. O Goleiro Acorrentado é o título de uma crônica de Roberto Vieira (escritor pernambucano), que ele me dedicou.

A recepção pelos leitores foi a esperada?

Os livros foram recebidos pelos leitores, principalmente por quem gosta de futebol. O público adora as histórias dos bastidores da bola.




Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12001242306491085@2001242306491002gmail.com.