Conteúdo
Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 21/02/2020 17h08

O entrevistado desta semana é o ex-atleta VALDOMIRO PIRES, popular Miro Pires, natural de Brusque, nascido aos 20.01.36; cônjuge: Marlene Bittelbrunn; quatro filhos: Sílvia, Aurélio, Murilo e César.

Como surgiu o Sete de Ouro?

A ideia foi de Edgar Mattiolli, quando estávamos num bar lá na rua São Pedro, de abrirmos uma garapeira, que culminou em abrirmos este bar, hoje Sete de Ouro.

Quando ocorreu a ideia?

Em agosto de 97... começou com alguns pedidos para afixar fotos na parede do bar.

Houve alguma intenção em especial?

A finalidade maior foi de dispor de um lugar tranquilo, onde o pessoal poderia desfrutar de momentos de lazer.

Como surgiu o nome Sete de Ouro?

O nome foi dado por mim, devido aos 7 amigos, vindo a ideia do Sete de Ouro, o que foi aceito pelos companheiros, registre-se, sem qualquer contestação.

Quais foram os sete amigos que originaram o Sete de Ouro?

Edgar Mattiolli, Gaspar Eli Severino, Dejair e Dorival Machado, Mário Montibeller, Saulo Tavares, Arno Pires e depois integrou o grupo também o Valdomiro Pires, o popular Miro Pires.

Qual o critério para afixar as fotos, reportagens...?

Esportes, cinema, fatos relevantes da história de Brusque... veja Carlos Galhardo, Roland Renaux, o saudoso Néco Heil com 19 anos, Esnel junto com Pelé.

Fatos marcantes no Sete de Ouro?

Na noite em que o Zéca Zen faleceu, esteve aqui esperando o Saulo (Tavares) até as 23h30, ai foi embora e deixou um vidro de cebolinha para o Saulo, dizendo que iria embora que estava cansado de esperá-lo. Inclusive, escreveu na base de um copo:” lembrança do amigo Zéca Zen”. Outro fato sugerido pelo Saulo: Um quadro de Nelson Gonçalves onde se lê: “todo mundo diz que sou um cantor cafona, mas e sou o cantor do quarto uísque. Estou cansado de ir à festa granfina” Mais um: Uma estrofe do Padre Chico – que cada vez que chega do Mato Grosso vem aqui e, daqui já liga para o Saulo, que já coloca alguma coisa em homenagem ao grande Padre Chico (no programa do Saulo na Rádio Araguaia). Outro fato: As quatro doenças que matam os alemães: 1. Tia Réia, 2. Tia Péti, 3. Oma Róita e 4. Opa Tite.

Qual é o maior craque do C A Carlos Renaux?

O Orival Bolognini, o popular Bolô

E do Paysandu?

Heinz Appel.

Como foi sua passagem no futebol?

Atuei sempre pelo Guarani e certa feita fiz teste no Paysandu, na época em que o treinador era o Hélio Pimentel: cheguei para treinar, por indicação do Heinz Appel. No primeiro treino, o Hélio chegou e disse: “tire as chuteiras e amarre direito!”, retruquei: Mas, está amarrada corretamente, “tire as chuteiras e amarre direito!”, repetiu Hélio. Dei meia volta e fiz sinal de adeus ao Heinz Appel, que estava acompanhando o treino e fui embora. Uma outra passagem que lembro é que fui o único atleta na história da liga de futebol que marcou três gols em cobrança de falta, em uma única partida e, pior, contra o Paysandu. Resultado daquela partida 5 a 5. O Saulo - que acompanhava a matéria - emendou: “O Miro foi o maior batedor de pênalti no futebol brusquense.”.

Algum fato marcante relacionado ao clássico da cidade?
Eu, um paysanduano da gema, meu pai um paysanduano doente, o mano Arno, também e como trabalhava com o tio Felipe Pires – num café que ficava ao lado do antigo Coliseu – e atleticano roxo, tive que torcer num clássico pelo Carlos Renaux.



Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini12004060205592308@2004060205591479gmail.com.