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Colunista: Luiz Gianesini
Publicação: 01/07/2019 10h21
O entrevistado desta semana é o treinado do Brusque: Wagner Santos de Souza Dias, popular Waguinho, nascido em Sumaré (SP) aos 23 de julho de 1963. Tem dois filhos: Siany e Renan. Na infância torcia pelo Corinthians, hoje torce pelo clube ao qual trabalha.


Em que equipes atuou?
Atuei na Ponte Preta, Rio Branco de Americana, XV de Piracicaba, Hercílio Luz, Bragantino, Mogi Mirim, Fernandópolis, Esportivo de Passos.


Vitória inesquecível como atleta e como treinador?
Como atleta foram duas inesquecíveis: uma foi atuando pelo XV de Piracicaba, contra o Santos pelo Brasileiro de 86 … o goleiro era Rodolfo Rodrigues – fiz um gol; e a outra foi contra o Palmeiras, quando vencemos por 3 a 1. O goleiro era o Emerson Leão. Também fiz um gol. Foi importante para a carreira e para mim como atleta. Como treinador, tive várias vitórias inesquecíveis, mas cito uma contra contra o Flamengo, quando como treinador pelo Guarani vencemos por 1 a 0, quando o Flamengo foi campeão da Copa Brasil, ressaltando que foi a única derrota do Flamengo naquela competição e vencer o Flamengo é uma coisa muito boa.

Quais de derrotas ficaram atravessadas, como atleta e como treinador?
Uma derrota como atleta foi atuando Pela Ponte Preta contra o Corinthians. Estávamos vencendo por 1 a 0, num jogo muito bonito. O Sócrates e o Casagrande fizeram um gol cada, numa virada, e foi um dos primeiros jogos que tive como profissional e ter perdido para o Corinthians, e de virada, para esses craques… mas também classificaria essa partida como inesquecível. A outra derrota, já como técnico, foi na partida para o Atlético Paranaense (no ano passado) valendo pela Copa Brasil… um jogo emblemático, com várias viradas – eu estava como treinador do Tubarão.. Estávamos vencendo por 4 a 3 até os 45 minutos do segundo tempo e o Atlético Paranaense virou para 5 a 4. A partida foi realizada na Arena da Baixada.


Grandes Dirigentes
Uma pessoa que sabia administrar entendia dos atletas, da comissão, do trabalho e foi um grande dirigente foi o Seu João Seco, no Guarani em Campinas.

Eu, como atleta, um dirigente que teve uma participação muito importante foi o Ilson Barros, no Mogi Mirim. Esse realmente vi o clube crescer. Fez uma situação muito grande com o Mogi Mirim.

E hoje, aqui, trabalhando, vi alguns dirigentes muito bons, destaco o Gama, do Marcílio Dias… a imagem do Marcílio. Teve acesso com Barroso e com o Marcílio – soube conduzir muito bem o Marcílio… a credibilidade e a imagem … e teve papel importante no acesso do Barroso e do Marcílio. Está com uma situação muito boa como dirigente atual.


Grandes Árbitros?
Um árbitro que marcou muito em Santa Catarina, quando disputei o campeonato de 1987, foi Dalmo Bozzano. Acho que era e foi um dos melhores aqui em Santa Catarina. Em Sâo Paulo, cito Vanderlei Bosguilla. Esses árbitros foram inesquecíveis. Hoje têm alguns nomes bons em Santa Catarina: Ramon Abadion, ainda muito bem, Cidral, Dalonso, árbitros que tem levado uma conduta muito boa aqui em Santa Catarina.

Nota: árbitros: Diego da Costa Cidral ;Rodrigo D'Alonso Ferreira e Ramon Abatti Abel. 


Quais equipes trabalhou como treinador?
Atuei como treinador: iniciei na base do União Barbarense, base do Guarani e Rio Branco em Americana – ali tive a primeira .oportunidade no profissional, depois fui no Guarani e trabalhei no profissional. Dirigi o Guarani na Copa do Brasil, Série B, Série A2 e A1 e fui coordenador de futebol profissional – Série A em 2010, no Guarani, totalizando 8 anos no Bugre de Campinas. Foi muito gratificante.

Em seguida: como treinador, no Atlético de Sorocaba, Velo Clube, Operário de Mato Grosso do Sul, Santa Rita, em Alagoas, no Grupo Audax Rio (Pão de Acúcar/Sendas), hoje Audax, no Rio, retornei ao União Barbarense (isso foi em 2014 e 2015) e, em 2016 tive oportunidade no Inter de Lages; 2017 e 2018 no Tubarão, em 2019 Marcílio Dias e agora no Brasileiro Série D, comandando o Brusque.

A experiência contribui para o sucesso do treinador?
Sim, participei de todas as fases… Sub-15, 17, 20, auxiliar técnico nos profissionais e técnico. Trabalhei no Brasileiro Série B, no Brasileiro da Série C: com o Operário de Mato Grosso do Sul e com o Rio Branco de Americana e, também no Brasileiro Série A, como dirigente do Guarani. Participei da Copa Brasil com o Guarani, Inter de Lages, Tubarão. E ainda no Brasileiro Séria A, pelo Guarani, como diretor de futebol.

Assim foi muito importante ter passado... como gerente, como treinador: as experiências em futebol adquiri em todas as divisões, passei por todas as fases e, então, entendo que o treinador precisa do gerente, o que o gerente quer do treinador, como é a base, como é trabalhar com jovem, como é lançar, como é o sonho, o que o atleta pensa quando está no amador e quer ir para o profissional, quando vai de um time pequeno para um grande, quando ele está jogando o que precisa, o que o treinador quer - então isso tudo tem me ajudado na minha carreira

Como escalaria a Seleção Catarinense atual?
Beliato (Tubarão), Edilson (Brusque), Betão (Avai) e Magrão (Brusque), Bruno Pacheco (Chapecoense) ou Paulinho (ex Marcílio e hoje no Avai), Luanderson e Mateus Barbosa (ambos do Avaí), Daniel Costa(Tubarão), Jefferson Renan (Brusque), Everaldo (Chapecoense) e João Paulo (Avai)




Luiz Gianesini - Coluna Personalidades do Esporte

Nascido em Brusque, em 8/10/1948, Luiz Gianesini é filho dos saudosos Evaldo e de Ida Maria Boni Gianesini. Já escreveu suas crônicas em diversos jornais. Em EsporteSC, conta quinzenalmente a história de celebridades que marcaram época no esporte E-mail para contato luizgianesini11909202125097152@1909202125096323gmail.com.