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Publicação: 19/12/2018 10h25
Atualização: 10h51

Com 2018 fechando as portas, chegou o momento do balanço das principais atividades realizadas pelas secretarias de esporte. Pensando nisso, EsporteSC entrevistou, nos últimos dias, os responsáveis pelas pastas nos municípios da região. Foram ouvidos o superintendente da Fundação Municipal de Esportes de Brusque, Olavo Larangeira Telles, a secretária de Esportes, Lazer e Assuntos para a Juventude de Guabiruba, Marcia Hoschprung Watanabe e o secretário de Esportes de Botuverá, Marciano Leoni. Veja, na sequência, como foi o ano do esporte em Brusque na primeira das três reportagens especiais.

“Se não foi o ideal, ficou longe de ser algo ruim”, diz Olavo Laranjeira Telles
Pouco dinheiro e muito trabalho, esse foi o desafio de Olavo Laranjeira Telles, superintendente da FME de Brusque, em seu primeiro ano na gestão do esporte do município. Apesar das adversidades, ele considera que o resultado neste primeiro ano é profícuo e positivo.

“Particularmente, acho que fomos bem no sentido de buscar a mobilização de várias modalidades, algo mais para o esporte em nosso município”, comenta Telles. “Fomos aos poucos tomando conhecimento da real situação do desporto em Brusque. Agradeço muito a todos os clubes, atletas e a minha equipe da fundação neste meu primeiro ano. Se não foi o ideal, ficou longe de ser algo ruim”.

O superintendente conta que a principal dificuldade encontrada ao assumir o cargo foi a falta de calendário fixo. Por isso, assim que começou o trabalho, buscou reorganizar todo o cronograma de eventos e campeonatos municipais. O fato de 2018 ser um ano de eleições também tornou mais complicada a atividade de Olavo à frente da FME. “A gente ficou amarrado para firmar convênios e ir atrás de verbas para projetos nas empresas. Isso foi o mais complicado neste primeiro ano”, ressalta.

E por falar em recursos financeiros, já não é novidade que o esporte é sempre uma área bastante afetada em momentos de crise financeira, como a que o Brasil está, somente agora, deixando para trás. Como fazer para superar isso? Foi o que EsporteSC perguntou ao superintendente da FME Brusque.

“Eu não chego a driblar, eu tento ser honesto com as pessoas, sendo bastante claro com todas as modalidades e clubes sobre o que eu posso e não posso. Muitas vezes ficamos chateados de dizer não, mas tenho de ser o mais sincero possível, pois não estou aqui para prometer o que não posso cumprir. A falta de perspectiva financeira é recorrente, mas entendemos que há a possibilidade de termos mudanças. Porém, é algo que precisa ser construído no coletivo”, frisa Telles, que também projeta intensificar a busca por parcerias na iniciativa privada no ano vindouro. “Pretendemos, assim, poder ajudar algumas entidades com materiais, revitalizar alguns espaços esportivos, para que eles sejam sede de projetos voltados à comunidade”.

Olavo Laranjeira Telles também faz um balanço positivo das principais competições realizadas pela fundação no ano de 2018. Destaque para os Jogos Comunitários de Brusque (Jacobs), marcado neste ano por uma nova comunidade campeã (bairro Águas Claras).

“O nosso Campeonato Municipal de Futebol Amador também é nosso carro-chefe. Destaco a importância das equipes, dos dirigentes, que compraram a ideia junto com a fundação. Foi um sucesso. Mas são as pessoas que fazem o espetáculo e tivemos quase mil pessoas na final. O futsal também foi muito bacana. São os dois maiores propulsores do esporte em nosso país, e não seria diferente em Brusque”, comenta.

Bolsa Técnico
O ano de 2018 foi marcado pela demora na concessão das bolsas para técnicos e atletas, fruto de uma recomendação do Ministério Público, que considerava ilegal o aporte financeiro. Telles destaca o empenho do Governo de Brusque em reconstruir juridicamente os benefícios, para que estes pudessem ser corretamente destinados. “A Prefeitura teve essa preocupação de estar se mobilizando. Eu ressalto bastante esses profissionais que atuam em prol do município”.

Apoio para equipes de rendimento
Ainda longe de ser o ideal e, até mesmo, de se equiparar com cidades maiores de Santa Catarina, o suporte financeiro para equipes de rendimento continuará a ser trabalhado de maneira realista, ressalta o superintendente. “As pessoas têm de ter noção do que pode e do que não pode. Em 2019, pretendemos firmar convênios com algumas instituições que estão credenciadas junto ao Conselho Municipal do Esporte, para que possamos buscar resultados significativos”, salienta.

Para 2019
Além de consolidar encontros periódicos com clubes e atletas, a Fundação Municipal de Esportes almeja, para o próximo ano, focar suas atenções no esporte escolar, principalmente no que diz respeito à participação dos estudantes brusquenses na Olimpíada Estudantil de Santa Catarina (Olesc).

“Não desmerecendo os Jogos Abertos, mas pretendemos, sim, valorizar os Joguinhos e a Olesc. A gente pretende, dentro disso, buscar essas ações. Basta ver neste ano, que a Ginástica Rítmica e o Vôlei, por exemplo, tiveram bastante sucesso na Olesc”, finaliza.