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Repórter: Redação
Publicação: 18/10/2019 11h31
Atualização: 13h51

Três jogos movimentaram à noite de quinta-feira (17) na segunda rodada do Campeonato Municipal de Futsal Feminino de Brusque (Clique aqui e veja como foram os duelos). Mas, em meio as partidas e belos lances, um fator negativo manchou as disputas da noite.

Conforme relatado à reportagem de EsporteSC, uma atleta da equipe Fut Girls foi agredida e chegou a ser conduzida ao Hospital Azambuja posteriormente ao ter uma convulsão, já em casa, pouco depois de levar um soco.

O fato ocorreu logo após a vitória do Fut Girls por 2 a 1 diante do time do Real Bettas. Segundo Deivid Francisco Pires de Moraes, técnico do Fut Girls, a agressão aconteceu após uma sucessão de desentendimentos.

Tudo começou ainda em quadra quando uma atleta de sua equipe se desentendeu com outra jogadora e ameaçou agredir a adversária. No segundo tempo, o treinador diz ter chamado a atleta, que se desculpou com a rival pela ameaça proferida e tudo foi apaziguado. “Só que, no fim do jogo, a mãe da atleta ofendida (de nome Jamene, que também joga no Real Bettas) comprou a dor da menina e veio tirar satisfação com a jogadora. A gente começou a separar e ela fez ameaças. Aí veio uma outra jogadora (Geisa, tia da menina ofendida em quadra) que se confundiu e deu um soco em outra atleta nossa, na parte superior da cabeça, que não tinha nada a ver”, diz.

A atleta agredida acabou sendo Regi, camisa 10 do time. “Ela estava distraída, subindo e escada e foi agredida. No fim ainda teve mais ameaças e ficamos com medo de sair de quadra e ainda sermos agredidos lá fora. Meu carro até excedeu de atletas para que eu pudesse levar todas em segurança”, diz o treinador.

Representante do Real Bettas, a atleta Andreia Caroline de Borba confirmou a situação de ameaça em quadra a atleta do seu time. Ela comenta que tudo já estava apaziguado até a situação sair de controle. “Dentro de quadra uma das jogadoras disse que ia bater na cara de uma das nossas meninas, que inclusive é de menor. Depois ela falou que era no calor e emoção do jogo, mas o que acontece é que essa menina tem mãe, tias (que também são atletas). Então, quando chegou do lado de fora, obviamente qualquer mãe vai querer defender sua filha”, diz. “A mãe questionou o que estava acontecendo, e porque ela queria bater na cara de sua filha, mas o problema é de que existe amigos, parentes, e pessoas que estavam olhando a situação também se intrometeram”, explica.

Foi nesse momento que Geisa, tia da menina ofendida em quadra, apareceu na história. “Ela foi tirar satisfação com uma outra menina que também se meteu na discussão. Conversaram e essa menina empurrou ela (Geisa), que inclusive está com a clavícula quebrada. Quando ela viu que ia ser atingida revidou primeiro”, defende Andreia. “Óbvio que ninguém quer apanhar e brigar. A gente está lá pelo amor ao esporte, futebol, não aceitamos de forma alguma qualquer tipo de violência. O time errou, é verdade, mas não aceitamos carregar isso sozinhos”, afirma.

Tanto ela quanto o técnico do Fut Girs lamentaram o ocorrido. “A gente só quer que a menina que agrediu e que veio puxar briga seja punida. Não sei porque o árbitro não anotou em súmula. Mas faremos um boletim de ocorrência e veremos o que pode ser feito. A menina chegou a ter uma crise convulsiva. É lamentável”, comenta Deivid.

Já Andreia diz que o Real Bettas não apoia esse tipo de situação e já teve uma conversa com as atletas. “Estamos envergonhados com a situação. Infelizmente, no calor do momento, foi algo que aconteceu. Pedimos desculpas e esperamos que seja algo passageiro, que não se reflita dentro de quadra e no time. Ainda não sabemos se haverá punição às atletas, mas esperamos que seja da melhor forma e a mais justa possível”, comenta.

O que diz a FME
A Fundação Municipal de Esportes de Brusque, por meio do coordenador de Esportes, Eduardo Gohr, ressalta que tomou conhecimento da situação por dirigentes e representantes dos times. Porém, Gohr afirma que, pelo fato de a agressão não constar em súmula, ainda é difícil falar em qualquer tipo de punição. “Nada justifica a agressão, porém, a organização não tem como punir se não tem nada relatado em súmula. Caso tenha algo formal, boletim de ocorrência, laudo médico, entre outras coisas, a orientação é de que isso chegue até nós para que seja avaliado a possibilidade de enquadrar a atleta agressora em algum artigo do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), senão, não há o que fazer”, observa.

Consultado pela reportagem, Allan Vieira, um dos árbitros responsáveis pelos jogos da competição, diz que tomou conhecimento da situação pela atleta agredida. Ele comenta que, como a arbitragem não presenciou os fatos, não pode relatar o ocorrido. “Foi uma agressão que ocorreu já lá em cima (com as atletas indo para a arquibancada). A atleta que sofreu a agressão chegou até nós e narrou os fatos. Mas, como não vimos, não podemos relatar, pois não presenciamos de fato a situação. Somente podemos informar a fundação sobre o ocorrido”, explica.



Redação

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