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Repórter: Sidney Silva
Publicação: 21/02/2020 09h45

A partida entre Brusque e Remo, válido pela segunda fase da Copa do Brasil, teve alguns incidentes entre as torcidas na noite de quinta-feira (20), quando o Bruscão goleou o adversário por 5 a 1 e avançou à terceira fase da competição.

Conforme boletim enviado à imprensa pelo tenente-coronel Otávio Manoel Ferreira Filho, antes de a bola rolar foi registrado um pequeno tumulto entre torcedores do Brusque e do Remo (veja vídeo abaixo). Leitores também comentaram a EsporteSC que garrafas foram atiradas, no entorno do Hotel Beira Rio, mas não foi possível identificar de qual lado elas vieram.

Segundo a PM, a briga ocorreu em virtude de alguns torcedores do Remo terem se dirigido em frente ao estádio Augusto Bauer na tentativa de comprar ingressos em meio a torcida do Brusque, já que os bilhetes para o time do Pará (450 unidades), já haviam se esgotado. “Eles queriam comprar ingressos para a torcida do Brusque e entrar ao estádio, houve um confronto, mas rapidamente, após intervenção policial, acabaram as agressões, aparentemente sem ninguém lesionado”, comenta Otávio. Além disso, a torcida do Remo ainda arremessou uma lata de cerveja com uma pedra dentro contra a torcida do Brusque.

Pós-jogo
As situações de maior gravidade ficaram para o pós jogos da partida, numa briga generalizada na saída do Remo que envolveu, também, torcedores organizados do Marcílio Dias e do Figueirense, aliados de torcidas do Remo. Após o termino do jogo, na saída da torcida visitante, identificamos que haviam duas torcidas, com um ônibus que veio de Itajaí e outro que veio de Florianópolis. Ao sair do estádio, a PM se preocupou em fazer o isolamento entre a torcida do Brusque e Remo para que não se encontrassem, inclusive colocou uma viatura do outro lado para coibir que qualquer pedra fosse jogada pela torcida do Brusque contra a torcida do Remo, mas a polícia foi surpreendida com uma briga entre a própria torcida do Remo”, conta Otávio. “O grupo de Itajaí começou a se digladiar com o grupo de Florianópolis, e como foi uma briga entre eles mesmos, isso nos pegou de surpresa, pois não esperávamos esse confronto”, completa Otávio.

Ele diz que um dos ônibus teve inúmeros vidros quebrados e um dos pneus furados. Pedações de paver que estavam no local onde está sendo reformado a antiga Fiat foram utilizados pelos torcedores no ato das agressões. “Algumas pessoas saíram lesionadas, com acionamento do Corpo de Bombeiros, mas não tivemos informações sobre a natureza das lesões”.

A situação fez com que a polícia militar precisasse intervir com uso de balas de borracha e bombas de efeito moral. Ainda segundo o tenente-coronel, as agressões foram contornadas num curto espaço de tempo, mas o ônibus em que estava a torcida do Marcílio Dias já estava significativamente quebrado, o que dificultou a saída dos torcedores.





Sidney Silva

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