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Repórter: Sidney Silva
Publicação: 12/07/2016 21h20
Atualização: 23h37

A chama que simboliza o espírito de amizade e confraternização entre os povos chegou a Brusque em dia de muita festa na terça-feira, 12 de julho. Trazida de helicóptero de Itajaí, eram pouco mais das 14h quando o símbolo máximo dos Jogos Olímpicos foi recepcionado no estádio Augusto Bauer por uma centena de brusquenses, entre eles muitos alunos da rede pública municipal de ensino que abrilhantaram a festa.

Depois de uma breve solenidade no estádio, a tocha percorreu as ruas centrais da cidade. Do estádio, a tocha passou pelas ruas Lauro Müller, Conselheiro Rui Barbosa, Alexandre Gevaerd, Prefeito Germano Schaefer e Gustavo Schlösser, até voltar para a Lauro Müller e retornar ao estádio, carregada por atletas e familiares de entusiastas que fizeram parte da história esportiva de Brusque. De cima do caminhão do Corpo de Bombeiros, eles acenaram para uma multidão que acompanhou das ruas esse momento marcante para a história da cidade, que praticamente parou durante os 45 minutos em que a chama dos Jogos Olímpicos esteve em Brusque.

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>> Veja as principais imagens da passagem da tocha olímpica por Brusque

A chegada da tocha
Após a chama chegar ao estádio Augusto Bauer, a tocha foi acesa já dentro do estádio e o primeiro a carregá-la foi Orlando Francisco Muller, o Pipoca, que foi membro da organização dos Jogos Abertos de Santa Catarina desde a primeira edição. 

Em seguida, Pipoca passou a tocha para Thiago Facchini Visconti, neto de Rubens Facchini, um dos idealizadores dos Jasc e da cerimônia de acendimento do fogo simbólico. Das mãos de Visconti, a tocha foi parar nas mãos de Ariberto Tridapalli, maratonista de 74 anos que correu sob aplausos até entregá-la para a melhor atleta de futsal do mundo. Emocionada, assim como os demais, Amandinha entregou a tocha olímpica ao tricampeão mundial de ciclismo, o atleta paraolímpico Soelito Gohr. 

Ele foi o que esteve mais tempo com a tocha em mãos até sair do gramado e, já do lado de fora do campo, ainda dentro do estádio Augusto Bauer, entregá-la para Rodrigo Welter, campeão mundial de bicicross em 1992, que esperou já em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros. Lá, também estavam outros nomes importantes da história do esporte de Brusque, como o nadador paralímpico Matheus Rheine, atleta da categoria S11- 100% cego.

Muito emocionado, o nadador não tinha palavras para descrever o momento. “Foi tanta coisa ao mesmo tempo. O Branco [Rogério Branco – treinador] do meu lado descrevendo o que estava acontecendo. A galera toda passando... a tocha passava também e íamos sentindo o calor e energia positiva. É muita coisa junto. Momento de muita felicidade, de arrepiar”, descreve.

Outro que se mostrou muito emocionado foi Soelito Gohr. “Anos atrás jamais poderia sonhar estar em uma homenagem nessa transição da tocha. Brusque hoje está sendo uma referência mundial. Está todo mundo de olho aqui. Essa chama foi acesa lá na Grécia, e agora ver essa tocha olímpica passando aqui, por Brusque, junto com minha filha, familiares, amigos, todos juntos carregando essa chama olímpica, com certeza isso nos motiva ainda mais, nos dá mais garra para essa preparação para as paralimpíadas agora em setembro”, destaca.

Elisa Schlosser, filha de Arthur Schlosser, pais dos Jogos Abertos, diz que é uma data em que não tem como não se lembrar dos antepassados que fizeram a história do esporte de Brusque. “Uma tocha olímpica é o símbolo da maior festa do esporte. Então, é uma coisa muito bonita. Nunca esperava ver isso de perto.  É um momento de muito carinho e muita emoção. Para quem gosta de esporte e acompanha, toca no fundo”, diz, bastante emocionada.

Veja abaixo todos os homenageados

Atletas, ex-atletas e personalidades que fizeram e fazem parte do esporte de Brusque foram homenageados. Todos tiveram um momento especial com a tocha olímpica.Veja abaixo quem são eles.

Elisa Schlosser Niebur - filha de Arthur Schlosser, criador dos Jogos Abertos de Santa Catarina

Orlando Francisco Muller  (Pipoca) –
Membro da organização do Jasc desde a primeira edição, bem como da cerimônia do fogo simbólico, junto com Rubens Facchini.

Soelito Gohr – Atleta paralímpico tricampeão mundial de ciclismo

Matheus Rheine - Atleta paralímpico da classe S11-100% cego, medalhista de prata no último mundial paralímpico

Rodrigo Welter - Campeão mundial de bicicross em 1992

Thiago Facchini Visconti -  Neto de Rubens Fachini, um dos idealizadores dos Jasc e da Cerimônia de Acendimento do fogo dos Jasc

Marco Armando Andrade (Maninho) - primeiro porta bandeira dos Jasc, em 1960. Atleta de voleibol

Rogério Branco – Nadador, recordista de medalhas nos Jasc até 2010

Vinícius Bado - Atleta de voleibol e basquete. Participou desde os primeiros Jasc

Ruth Hoffmann - Atleta de vôlei. Participou desde os primeiros Jasc

Amanda Lyssa (Amandinha) – Melhor atleta de futsal feminino do mundo

Ariberto Tridapalli – Maratonista que participou de 105 provas



Atletas que não estiveram no evento, mas foram lembrados.

Murilo Fischer – Participa da 5ª olimpíada na modalidade de ciclismo

Carlos Schwanke – Foi atleta olímpico do voleibol, conquistando medalhas para o Brasil na Liga Mundial

Erica Storm - Atleta de voleibol, com 13 participações nos Jasc, ganhou 11 vezes a competição

Simone Storm – Ex-atleta olímpica, eleita melhor levantadora do mundo no campeonato de voleibol juvenil (1989)

Luiz Bork –
Atleta brusquense que disputou pré-olímpico e pan-americano no tiro.




Sidney Silva

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