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Repórter: Redação
Publicação: 07/09/2016 15h54
Atualização: 17h48

Os atletas da Academia Team Tavares Brusque viveram um momento especial na noite da última terça-feira (7). Um dos ápices para os praticantes de artes marciais chegou para 32 integrantes da academia que foram graduados por ninguém menos que Munil Adriano, um dos grandes nomes do muay-thai brasileiro. 

“Essa graduação, nesses quase dois anos que a gente está junto, eu com o pessoal da Team Tavares, a gente sempre faz em Florianópolis, mas devido ao deslocamento, e a gente mensurou também o crescimento da academia, ao invés de eles irem até lá a gente veio até aqui para conseguir pegar um público maior”, comenta.

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Em conversa com os alunos, Adriano destacou que a graduação nada mais é do que um período de novos desafios. O ritual de encerramento de uma fase e início de outra. “O intuito da graduação é mostrar que você passou por um período e agora é melhor do que foi ontem”, destaca.

O lutador ressalta o modelo de graduação imposto aos atletas, “totalmente técnica”, como define. “É técnica por que quem quer lutar se inscreve num campeonato e luta. Aqueles que não lutam, querem praticar, mas nem por causa disso eles deixam de graduar. Porque a graduação é nada mais do que a evolução das pessoas”, comenta. “Só para ter ideia, a gente está usando um sistema novo de graduação, porque 95% dos nossos alunos não são competidores, um dos exemplos é que a gente não faz sparring na graduação”, explica.

Sobre Munil Adriano
Munil Adriano foi um dos ícones da Chute Boxe, posteriormente formando a sua própria equipe, a Inside. Hoje, a Inside é conveniada em Santa Catarina com a Team Tavares, formando a equipe de muay-thai Inside/TeamTavares.

Munil Adriano tem mais de 20 lutas de MMA, centenas de lutas de muay-thai e formou milhares de pontas pretas pelo Brasil. Atualmente a Inside tem oficialmente 116 núcleos oficiais em todo o país, fora os seus desmembramentos. “Em Floripa, por exemplo, sei que tem umas cinco academias com o nome, mas somente duas são oficiais da Inside”, explica Adriano.

A Inside se desenvolveu e cresceu em São Paulo, hoje está espalhada por vários estados do Brasil. “Estamos com uma unidade no Estados Unidos também agora e entrando no Japão”, comenta. Veja abaixo alguns destaques da entrevista do atleta.

EsporteSC - O que falar desse momento da graduação?

Munil Adriano - É uma graduação totalmente técnica por que quem quer lutar se inscreve num campeonato e luta. Aqueles que não lutam querem praticar, mas nem por causa disso eles deixam de graduar. Porque a graduação é nada mais do que a evolução das pessoas. Acredito muito que com a graduação elas evoluam no seu treinamento. O aluno se anima mais, se motiva mais a cada graduação que pega. Então, a gente está querendo abranger todo esse público, o pessoal que compete e também o pessoal que não compete.

EsporteSC - O que dizer sobre os diferenciais da filosofia da Inside?

Munil Adriano - Acho que o ponto principal de qualquer academia que leva o nome da Inside, na verdade é a minha metodologia, que eu passei para a Inside, é o que a gente não tem uma academia, a gente tem empresa. A gente não lida com alunos, lida com clientes. Todo mundo aqui é importante. Às vezes você vai numa academia e o competidor é mais importante do que o gordinho ou a gordinha, e aqui não. Para mim na verdade o gordinho e a gordinha são mais importantes do que o lutador. O meu principal objetivo é popularizar o esporte.

EsporteSC - Como está a distribuição da Inside hoje?

Munil Adriano - Hoje, oficialmente, temos 116 Insides oficiais, mas por exemplo em Floripa na verdade sei que tem umas cinco academias com o nome, mas só tenho oficial duas. Dessas 116 se formos ver os desmembramentos que tem por aí são mais de 200 academias. A gente se concentra mais em São Paulo, mas a coisa está crescendo muito rápido em outros lugares, Florianópolis, Bahia, muitas em Minas, principalmente no Sul, até mesmo em lugares mais longes como Rondônia, Roraima. E estamos com uma unidade no Estados Unidos também e entrando agora no Japão.

EsporteSC -  Como vê o momento do muay-thai no país?

Munil Adriano - Acho que o momento do esporte está bom e está ruim. Para as academias ele está ótimo, para os competidores está horrível. Porque os próprios eventos de MMA hoje pagam muito pouco para um atleta competir porque tem muitos atletas. Se um luta por R$ 5 mil, outro cobra R$ 500. Isso acaba desvalorizando o esporte e mesmo meus lutadores profissionais não conseguem sobreviver das lutas. Vivem do nome que fazem, de dar aulas. Então, em termos competitivos está horrível, mas as academias estão bombando. Hoje você monta uma academia no fundo de quintal na sua casa, sem tatame, sem nada, você tem uns 50 alunos para treinar. Imagina uma academia boa, chega a ter 300 a 400 alunos treinando.



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