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Repórter: Sidney Silva
Publicação: 01/05/2016 13h32
Atualização: 15h55

Demorou, mas chegou a vez do tradicional Cedrense fazer história no Campeonato Municipal de Futebol Amador de Brusque. Em um grande jogo diante do Carlos Renaux, a equipe se superou e deu um passo enorme para ficar mais perto da conquista do certame.

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Na casa do Vovô, o clube do bairro Dom Joaquim começou tímido, levando pressão, mas com frieza conseguiu, no primeiro lance de ataque, já perto dos 20 minutos, um gol que deu tranquilidade ao grupo que já havia vencido a primeira partida por 2 a 1.

Depois, o time ainda teve chances de ampliar, mas o Vovô veio pra cima, empatou no primeiro e virou com um gol polêmico no segundo e a partida dramática foi parar nas penalidades. O Cedrense chegou a desperdiçar uma de suas cobranças e, quando já se dava praticamente por eliminado, brilhou a estrela do goleiro Leandro, que pegou a cobrança de Tainan. 

No fim, já nos tiros alternados, Leandro viu Marcio chutar por cima, para a festa da equipe e de um bom número de torcedores que prestigiaram o clube do bairro Dom Joaquim.

Vitória especial
O triunfo do Cedrense nos pênaltis ainda teve um sentimento especial. Os jogadores homenagearam o atleta Jabson Vieira, o Jabá, que sofreu um infarto pouco depois da partida de ida entre os clubes, há uma semana. O atleta se encontra em estado de coma até o momento e foi lembrado com muita emoção pelos companheiros. 

Todos os atletas do Cedrense vestiram uma camisa personalizada com o nome do jogador antes e depois da partida, que teve arbitragem do aspirante Fifa Bráulio da Silva Machado. O duelo entre Carlos Renaux e Cedrense também teve um minuto de silêncio respeitado em homenagem ao jogador. 

Ao fim do confronto, o atleta Valdevino, o Dóia, destacou o que o triunfo representava para a equipe. “A gente teve um baque essa semana. Conversamos a semana inteira que lutaríamos por ele. Todo mundo se dedicou e empenhou para dedicarmos essa classificação a ele”, comentou.

O jogo
Os 20 minutos iniciais de partida foram totalmente do Carlos Renaux. A equipe da casa partiu pra cima dos visitantes e chegou a criar boas chances de abrir o placar, com Luiz Henrique, em chute pra fora, e com o camisa 7 Rafael, em bola que quicou e quase surpreendeu o goleiro Leandro.

Mas o ditado de que quem não faz toma foi fatal como nunca com o Carlos Renaux. Passando dos 15 minutos, o Cedrense, que praticamente não passava do meio campo, chegou ao primeiro gol em contra-ataque fulminante com Carlos: 1 a 0.

O gol desestabilizou os meninos do Renaux, que se desorganizaram em campo e permitiram que o adversário crescesse. Pouco depois do primeiro gol, o camisa 17 do Cedrense, Givanildo, quase ampliou.

O time da casa tentava o abafa, mas errava passes, criava poucas chances de gol e ainda cedia o contragolpe ao adversário, que na maioria das vezes não aproveitava espaços deixados pela zaga do Vovô. A equipe mandante só conseguiu respirar mais aliviada próximo aos 40 minutos, quando Luiz Antonio recebeu por cima da zaga, dominou livre e, na pequena área, só teve o trabalho de empurrar para dentro das redes: 1 a 1.

Etapa final
Com o gol no fim do primeiro tempo, o Carlos Renaux voltou para a etapa final precisando de dois gols para evitar a disputa de pênaltis, enquanto o adversário tinha o objetivo de segurar o empate para ficar com a vaga direto. O Vovô voltou na pressão, mas ainda tinha dificuldades para chegar com perigo. Enquanto isso, o Cedrense, só saia na boa e arriscava nas tentativas de fora da área. Em duas delas o time chegou a assustar o goleiro Binho com Givanildo.

O alívio no Augusto Bauer só veio perto dos 25 minutos, quando em bola alçada na área Leandro tentou cortar, a bola bateu no zagueiro Helder em disputa com o ataque do Renaux, ultrapassou a linha do gol, e voltou nas mãos do arqueiro. Auxiliado pelo assistente, Bráulio da Silva Machado validou o gol para o camisa 9 do Renaux, Mateus, sob contestação da equipe adversária de que a bola não teria ultrapassado a linha.

Com o gol, o Renaux tentou buscar o terceiro, enquanto o Cedrense parecia se contentar com as disputas de pênaltis. No decorrer dos minutos, no entanto, as duas equipes sentiram o cansaço, precisaram mexer muito e praticamente nada criaram. A emoção ficou mesmo para as penalidades.

Cedrense leva nos pênaltis
O goleiro Binho era a esperança do Renaux, enquanto Leandro a aposta do Cedrense para as cobranças que definiriam o primeiro finalista do campeonato amador. Depois de Edson converter para o Cedrense e Luiz Henrique para o Vovô, quem comemorou primeiro foi Binho, que viu o jogador de camisa 21 do Cedrense, Rodrigo, chutar para fora. Na sequência, Rafael converteu: 2 a 1 Renaux, com os dois times com duas cobranças cada.

Na continuidade, Danilo (Cedrense), Luiz Antonio (Renaux) e Maycon (Cedrense) marcaram. Até que Tainan parou no goleiro Leandro e recolocou o time do bairro Dom Joaquim no jogo. Para fechar as cinco cobranças, Icaro e Moser ainda converteram suas cobranças para Cedrense e Renaux, respectivamente. Na hora das alternadas, Wheslley, com categoria, fez o gol dos visitantes. Pelo Vovô, Marcio isolou e colocou a equipe do Dom Joaquim na finalíssima da decisão.



Sidney Silva

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