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Repórter: Vanessa Fagundes
Publicação: 17/04/2020 08h34
Atualização: 10h09

Em tempo de corona vírus todo cuidado é pouco e com os atletas, sejam eles profissionais ou amadores, não é diferente. Por conta disso, muitos esportistas de Brusque e região acabam prejudicados com a suspensão das atividades.

A pandemia do Covid-19 já atingiu pessoas em todo o mundo e junto a isso afetou diversos eventos esportivos mundiais. Em Brusque, competições como o Campeonato Municipal de Futsal Feminino, que iniciaria em 24 de março, assim como o Campeonato Municipal de Futebol Amador, com início previsto para 14 de abril, foram adiados.

Devido a paralisação, a programação das atividades teve que ser refeita. A FME entrou em férias e só retorna em 5 de maio. Um dos principais desafios, segundo o superintendente, Edson Garcia, é o futebol amador. Ele ressalta que essa é uma competição muito longa e no ano de 2020 houve um aumento no número de equipes participantes. “Provavelmente, a gente tenha que fazer uma nova conversa para fazer um novo formato”, diz, ele.

Inicialmente, havia ficado decidido que os times seriam divididos em duas chaves de oito equipes. Posteriormente, haveria cruzamento por grupo na primeira fase, ou seja, as equipes da chave A duelam contra a B. Ao fim da primeira fase, os quatro melhores de cada grupo avançam às semifinais da primeira divisão, enquanto os demais times (do 5º ao 8º lugar), duelam pelo título da segunda.

Garcia comenta que, assim como outros órgãos da cidade, a FME está adotando medidas para minimizar os impactos do vírus. “Assim que tudo se normalizar, o objetivo é discutir com todos os envolvidos afetados, técnicos e demais representantes, novos meios que possam cumprir tudo o que já estava programado para este ano”.

Na vizinha Guabiruba, a situação se repete. Os Jogos Comunitários do município, que já haviam iniciado em 29 de fevereiro, também foram interrompidos por conta do corona vírus. O longo calendário de eventos esportivos que abrange diferentes modalidades, também teve que ser adiado. Hoje, a pasta de Esporte está 100% voltada em auxiliar o município na área da saúde.

Segundo a Secretária de Esportes, Lazer e Assuntos para a Juventude de Guabiruba, Marcia Hochsprung Watanabe, uma das principais preocupações são os atletas e técnicos de rendimento que visam as competições estaduais e da Fesporte. Ainda conforme ela, com a quarentena, os esportistas ficam restritos a treinos em domicílio, o que faz a qualidade cair em mais de 50%.

Marcia observa que a prioridade é o retorno dos Jogos Comunitários e, em seguida, a continuidade do calendário de competições. Porém, nada impede que alguma alteração tenha que ser feita caso haja necessidade. “O procedimento inicial é aguardar o final do prazo de quarentena, que a princípio era de 30 dias, e, ao final dele, vamos sentar com os interessados pelo esporte guabirubense para tomar as decisões cabíveis ainda no calendário de 2020”, finaliza.

Eventos privados também sofrem

Se os eventos públicos são afetados fortemente com a paralisação, na iniciativa privada não é diferente, com diversos eventos cancelados desde que o governador Carlos Moisés editou o decreto que estabeleceu a quarentena no estado, em 18 de março. O mais recente deles foi a Fenajeep, que estava programada de 10 a 14 de junho. Seria a 27ª edição da festa que acabou cancelada.

As atividades nas sociedades esportivas e clubes da cidade também foram suspensas, prejudicando muitas modalidades esportivas. No esporte de rendimento, os que mais sofreram o impacto foram o Brusque Basquete e o Brusque FC. O primeiro estrearia no Campeonato Brasileiro em 20 de março, enquanto o segundo, em grande fase, teria pela frente o mata-mata do Campeonato Catarinense e a sequência da Copa do Brasil. O cenário, agora, ficou incerto, já que não se sabe, também, quando essas competições serão retomadas.

Nos últimos dias, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) chegou a enviar um ofício ao governador do Estado, Carlos Moisés, solicitando para que a fase final do Catarinense fosse disputada com portões fechados. Ele ainda não respondeu sobre a possibilidade, mas em comentário breve sobre o caso não descartou aceitar o pedido, mesmo com o decreto proibindo a prática de competições no estado até 31 de maio.



Vanessa Fagundes

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