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Repórter: Redação
Publicação: 15/07/2020 11h10

Para comemorar os seus 120 anos de história em Brusque, a Sociedade Esportiva Bandeirante convidou seus presidentes para relembrar os principais momentos do clube em suas gestões. O período de produção das entrevistas, realizadas no primeiro semestre de 2020, coincidiu com o enfrentamento a pandemia de Coronavírus (Covid-19). Por conta do isolamento social, Aliomar Luciano dos Santos não pode ir até o clube para conceder a entrevista. 


Por isso, gravou um vídeo em sua residência, norteado pelas perguntas que foram realizadas a todos os entrevistados, sobre os principais marcos de sua gestão, a participação do clube na sua história de vida e na história da cidade e a sua relação com o clube atualmente.  Santos permaneceu à frente do Bandeirante de 1992 a 1996. O vídeo foi enviado à equipe de produção da série na sexta-feira, 22 de maio. Confira abaixo o depoimento na íntegra: 



“Quando eu recebi o convite do meu amigo e ex-presidente Manfredo Hoffmann, para que fizesse parte da sua diretoria eu de pronto aceitei. Ele me convidou para o cargo de diretor social, mas ali eu pude ver que os demais membros que compunham esse grupo eram pessoas que estavam empenhadas em fazer do Bandeirante uma sociedade cada vez melhor. Eu de pronto aceitei.


Eu sabia que com esse grupo ali nós íamos dar início então a um ciclo virtuoso, onde o Bandeirante teria tudo para se transformar totalmente do que tinha até então. Porque nós sabíamos da importância do Bandeirante, não só para os associados, como também para a cidade. Uma vez que o Bandeirante era referência no esporte amador. Tanto que dali nasceu a ideia dos Jogos Abertos de Santa Catarina. E hoje o Bandeirante, e até então, já era umas das principais sociedades de Santa Catarina e esse trabalho só solidificou essa realidade. 


Se eu tivesse que destacar a obra mais importante estaria em dificuldade, porque a gente sabe que cada obra vai complementando outra e o certo é que nós tínhamos que aparelhar o Bandeirante, para que os associados pudessem desfrutar nas suas horas de lazer e de esporte. E isso foi feito. 


Quando eu assumi a presidência lá pela segunda metade dos anos 1990 tive o meu trabalho facilitado pela diretoria que estava junto comigo. Uma vez que eles todos pegaram junto. Eu nunca fiquei e nunca me senti sozinho a frente do Bandeirante. E isso foi muito bom. Não que foi mais importante do que as outras, mas na nossa gestão nós fizemos a nova portaria, que até então o Bandeirante não tinha uma portaria. Era uma coisa que ainda estava faltando, nós também fizemos a sala de jogos, que era um grande pleito dos associados junto ao ginásio de esportes, onde as pessoas pudessem ter uma nova área para frequentar no clube. Nós asfaltamos também todo o pátio, pois o Bandeirante até então naqueles espaços não tinham asfalto e nem calçamento. Também compramos uma parte de terra junto a companhia industrial Schlösser, que fez com que nós dobrássemos a área da Sociedade Esportiva Bandeirante. 


A nossa diretoria na minha gestão comprou, mas quem pagou depois foi o Juca Vechi, que pegou logo após esse rojão (risos). Mas enfim, hoje eu assisto o Bandeirante já de longe, já não frequento mais, né. Mas não quer dizer que eu não tenho um apreço muito grande por aquela sociedade. 


Ali eu tive momentos muito bons da minha vida. Me orgulho muito de ter participado durante vinte e tantos anos das diretorias que seguiram. Deixo aqui a minha torcida para que essa nova geração que está a frente do Bandeirante tenha sucesso. Mesmo sabendo que o  momento que nós temos hoje na nossa economia dificulta, e muito, o trabalho dessas pessoas, que se doam para fazer com que Brusque mantenha uma sociedade do porte da Sociedade Esportiva Bandeirante.  No mais eu deixo aqui o meu abraço a todos que estão no Bandeirante hoje e também aqueles que um dia virão. Valeu a todos. O meu muito obrigado e o meu abraço”.



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