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Repórter: Sidney Silva
Publicação: 20/02/2020 09h03
Atualização: 21/02/2020 10h36

Se a torcida do Brusque mostra otimismo, a torcida do Remo, é claro, não deixa por menos. Em clima de alegria pelo reencontro com o time do coração, muitos torcedores vivem a emoção de ver o time de perto após deixarem o Pará para tentar uma vida melhor na cidade berço da fiação. O Brusque, é claro, até ganha um espacinho no coração de alguns jovens paraenses, mas é o amor pelo Leão que reina no embate com o Marreco.

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A emoção é sintetizada nas palavras do jovem guabirubense Everson dos Santos, 28 anos. “Eu não consegui dormir de madrugada de domingo para segunda, não via a hora de comprar o meu ingresso. Estou há dois anos sem ver o clube jogar, e a expectativa é imensa, porque a saudade é grande”, diz. “Fui criado vendo o Remo e sinto muita falta”, complementa, confiante que a história desta vez será bem diferente daquela de 2017. “Vejo o Remo com grandes chances de passar. O Brusque está com uma base boa, mas o Remo vem bem também, apesar de ter perdido o clássico para o Paysandu num detalhe. Com certeza será um grande jogo, e nossa torcida vai apoiar muito. Onde o Remo joga a torcida pega junto”, diz.

O casal Wildelita e Rafael Correia Silva vieram de Blumenau para comprar os ingressos e acompanhar o Remo. Na segunda-feira (17), eles foram um dos primeiros a adquirirem os bilhetes no Gigantinho. “Eu moro em Blumenau há dois anos. Torci muito para que esse confronto acontecesse”, conta ele.

A publicitária, jornalista e radialista Angélica Muller é outra que vive a expectativa para o jogo. “Sai da cidade de Belém do Pará, morei 4 anos em Curitiba, e, esse ano, por conta do meu mestrado em comunicação, optei em fixar residência em Brusque. É uma cidade que amo de coração, pela tranquilidade, qualidade de vida, receptividade das pessoas, mas, nesta quinta, meu coração estará com o Leão”, diz.

Assim como Santos, ela espera uma história diferente do que foi o jogo de 2017. “Naquele ano, não levamos a melhor, mas agora será o contrário: 2 a 1 Remo”, destaca.

Vivendo em Brusque há 5 anos, Everton Nunes mora no Águas Claras e vai ao jogo ao lado do cunhado e também torcedor do Remo, Junior Pacheco. Ele diz que a expectativa de ver o Leão de perto é muito grande. Assim como os demais, não esquece da eliminação de 2017. “Sabemos bem que no último jogo fomos eliminados aqui no Augusto Bauer, mas tenho certeza que, embora o time do Brusque esteja muito mais forte do que no último confronto, o Clube do Remo vai conseguir a vitória e levar a classificação pra alegria do fenômeno azul (torcida remista). Estamos muito felizes e vamos apoiar o Leão até o fim”.




Sidney Silva

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