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Repórter: Sidney Silva
Publicação: 20/02/2020 08h40
Atualização: 21/02/2020 10h12

Quando a bola rolar nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, pela segunda fase da Copa do Brasil, o coração de brusquenses e paraenses terão um misto de união no estádio Augusto Bauer.

O Bruscão, dono da casa, recebe um dos times com maior penetração de torcedores na cidade, fruto da forte migração dos visitantes na região. De Brusque, Blumenau, e cidades vizinhas, o torcedor remista promete lotar o seu espaço e fazer uma grande festa. A torcida da casa, obviamente, não vai deixar por menos, transformando o Gigantinho num tremendo caldeirão.

Segundo Carlos Henrique, o Ique, morador de Guabiruba, a expectativa para a partida são as melhores possíveis. “O time está embalado e tenho certeza que vamos vencer”, confia, sem deixar de elogiar o adversário. “O Remo é um time tradicional, mas nossa torcida fará a diferença”, acredita.

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Ique acompanha o Brusque desde os 8 anos e celebra estar vendo de perto um dos momentos mais gloriosos da história do clube. “Passei muito sofrimento com o Brusque. A gente era o patinho feio do estado, mas agora mudou, os times respeitam a gente. Méritos à diretoria, patrocinadores, torcida e imprensa, todos foram e são muito importantes para o clube”.

O brusquense Marcolan Batista é outro torcedor fanático pelo Bruscão. Ele, inclusive, esteve presente em Manaus, no título mais importante da história do clube. Na memória, muitas lembranças do que já fez pelo clube e a expectativa de, mais uma vez, presenciar um grande feito do Bruscão. “Viajamos mais de 4 mil quilômetros até Manaus, vivenciamos todo o clima daquela final, e, no dia do jogo, assistimos no meio da torcida do Manaus, espremidos, separados apenas pelo cordão da Polícia Militar. Fomos campeões lá dentro”, recorda ele.

Uma paixão que vem de família e já mostrou que não tem limites. “Meu avô era Carlos Renaux, inclusive em um jogo contra o Marcílio o clube adversário fez um gol e meu avô infartou. Meu pai também era Renaux, mas, quando houve a fusão dos clubes e foi criado o Brusque, ele passou a torcer para o Bruscão e me levava todo jogo”, conta. “É certo, jogo do Bruscão estávamos em campo, então posso dizer que sou Brusque por conta do meu pai, e graças a Deus tenho a honra de ter visto todos os títulos do clube”.

Para Oberdan Grotti, o Brusque chega para o confronto da Copa do Brasil em um dos melhores momentos da sua história. “Na primeira partida, contra o Sport Clube Recife, o time demonstrou que não deve nada aos grandes do futebol brasileiro”, comenta. “Contra o Clube do Remo acredito que vai ser mais um grande jogo, de duas equipes com potencial, mas o Bruscão, no Augusto Bauer é o favorito na minha opinião. Vamos pra cima e passar para a terceira fase”, confia.



Sidney Silva

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